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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

À conversa com #10: Miguel Fontes da Startup Lisboa

A Startup Lisboa faz hoje 5 anos e Miguel Fontes, Diretor Executivo da Startup Lisboa esteve à conversa comigo sobre a sua missão, o projeto do Hub Criativo do Beato e a Web Summit. Fui recebida como quem é recebido na casa de um amigo e acredito mesmo que este é um dos factores críticos de sucesso da Startup Lisboa. Muitos Parabéns!

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

Qual é a maior missão da Startup Lisboa?

Nós somos uma incubadora de empresas. A Startup Lisboa nasceu (nascemos) há 5 anos, no dia 2 de fevereiro e a nossa missão é precisamente essa: incubar os projetos empresariais com características de startup numa fase sempre muito inicial e ajudar os seus empreendedores, os seus promotores a fazerem crescer e escalar os seus negócios. Esta é a nossa missão para a nossa comunidade interna. Concomitantemente a esta temos uma missão maior no sentido de mais aberta e abrangente, que é ajudarmos a desenvolver todo o ecossistema empreendedor nomeadamente em Lisboa, atendendo à natureza mais institucional da Startup Lisboa e ao seu perfil de ter como fundadores o próprio município de Lisboa, o IAPMEI, o Montepio Geral. Não entendemos a nossa missão no sentido de se esgotar naquilo que nós fazemos, mas também em ajudar a desenvolver o ecossistema no seu todo.

 

Sobretudo na altura do Web Summit falou-se muito do Hub Criativo do Beato, como é que a Startup Lisboa se cumpre na criação deste projeto?

Eu diria que é um novo ciclo, uma nova fase e cumpre-se precisamente aumentando o sentindo da sua missão, para podermos ajudar a desenvolver o ecossistema empreendedor de Lisboa. O Beato é um novo Hub empreendedor e criativo da cidade onde o que impera sejam ideias de inovação e o que se pretende, o que a cidade quer e incumbiu a Startup Lisboa de promover e desenvolver é um conceito que funciona como um agregador do que mais inovador esteja a acontecer no mundo em diferentes áreas. Na área do empreendedorismo, na área das indústrias criativas, na área das Scale Ups (aquelas que já foram Startups e que já não são) e também trazer para o Beato também projetos na área de I&D (Investigação e Desenvolvimento). A ideia é que diferentes grupos de pessoas coabitem no mesmo espaço que é enorme. O Beato estamos a falar de um espaço de uma área de 20 edifícios mais uma área de 35 mil metros quadrados. Vai ter obviamente muitos espaços comuns, muitos serviços comuns. O papel da Startup Lisboa é desenvolver o conceito, e ajudar a cidade a criar essa realidade aí. Não queremos que o Beato substitua aquilo que já existe na cidade, a ideia não é abafar o que existe nem fazer deslocalizar para o Beato aquilo que hoje já existe na cidade, é que o Beato permita identificar boas práticas, nomeadamente algumas delas internacionais e convidar a que players de todo o mundo venham e se instalem em Lisboa. A ideia é que novas incubadoras possam aparecer, que novos espaços de co-working possam aparecer, que novas empresas possam aparecer e assim sucessivamente. Claro que a Startup Lisboa enquanto tal, irá ter uma presença sua forte no Beato, porque vai ser a entidade dinamizadora do espaço, mas é isso. Ainda está numa fase muito inicial, é um projeto com uma enorme ambição e para a Startup Lisboa representa quase uma refundação dos seus propósitos, tal é a dimensão deste objetivo.

 

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  Fotografia Lais Pereira

 

E como é que está a correr o projeto?

Ainda estamos na fase de pensar projeto, o masterplan do espaço, de identificar… vamos lá ver nós estamos a tratar de uma operação grande e complexa, nós estamos a falar de uma cedência de uma propriedade que pertencia ao Estado Português, por um período de 50 anos. Agora a Câmara Municipal de Lisboa ainda está ela a estudar como é que vai desenvolver o projeto em termos dos seus mecanismos mais contratuais e de modelo de exploração. Ainda são temas que estão a ser estudadas e equacionados. A nós o que nos foi pedido foi a visão daquele espaço, o que é que poderá ser. E é nisso que nós estamos concentrados. Depois de tudo isso estar, é óbvio que vamos ter de partir para uma fase de obras, de projetos.

 

Quando é que isso se irá operacionalizar?

Essa é a pergunta para 1 milhã de dólares, mas ainda não lhe sei responder. Manifestamente este ano iremos começar sendo que a ideia, o modelo que está sobre a mesa é que muito daquele investimento seja suportado diretamente pelos investidores privados, ou seja por aqueles que vão ocupar o espaço, que vão desenhar às suas necessidades e à sua imagem, serão também eles a suportar investimento diretamente, tendo obviamente a possibilidade de amortizar esse investimento no valor das rendas que terão de pagar, de alguma maneira, pela utilização do espaço. Este é o modelo, mas como lhe digo já há muito trabalho desenvolvido. Ninguém podia esperar que um projeto cuja transferência de propriedade foi assinada em junho de 2016, com tudo o que aconteceu o Verão o Web Summit e por aí a fora. É um projeto que nesta fase mais conceptual então exige muito e está a ser devidamente pensado e dimensionado.

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

Quando é que entram os primeiros inquilinos?

Não sabemos. Já existem algumas entidades, pessoas que fizeram manifestações de interesse em assumir, na ignorância de toda esta mecânica. O único que posso anunciar já, porque já foi anunciado, é a própria Web Summit que disse que ia abrir escritórios pela primeira vez fora de Dublin, esses escritórios vão ser abertos em Lisboa e foram convidados pelo Presidente da Câmara de Lisboa e aceitaram em instalar-se no espaço do Hub Criativo do Beato. Não sabemos quando, nem onde em concreto.

 

Isso quer dizer que a Web Summit como escritório em Portugal só será uma realidade quando o projeto estiver concretizado?

Não, acho que não é uma questão. Não lhe sei responder concretamente mas acho que essa é uma questão da Web Summit. Obviamente até haver a possibilidade de se instalarem aí, haverá sempre soluções de transição, alternativas. Julgo que de uma situação não depende a outra.

É bom que se tenha saiba que foi o facto de a Web Summit vir para Portugal que levou a Câmara Municipal de Lisboa a pensar em ceder aquele espaço ao Projeto e que foi assim que surgiu o Hub Criativo do Beato. Sobre a lógica de beneficiar do efeito da Web Summit no tempo.

 

Qual pensa ser o maior desafio do ecossistema de startups em Lisboa?

Eu julgo que é o do crescimento. É a fase da maturidade agora. Isto é tudo muito novo, Lisboa fez um trabalho espetacular: o ecossistema que criou. Incubadoras, co-works, investidores, fab labs, tudo isto que nós chamamos ecossistema, toda a gente julgo que tem dado um contributo muito relevante. Foi isso que permitiu Lisboa chegar ao patamar em que já está, um patamar que gera enorme curiosidade internacional, em que alguns se atrevem a dizer na imprensa internacional que Lisboa “is the next Berlin” ou que “é São Francisco na Europa” e Lisboa e bem, penso que tem vindo a trabalhar numa identidade, a dizer que Lisboa é Lisboa não queremos copiar ninguém, mas são trends muito favoráveis.

 

Como é que as Startups usufruíram da Web Summit em Portugal?

Todas são unanimes em dizer que cresceram. Cresceram em número de visitas no caso de negócios baseados na web ou app mobile, oportunidades de negócio, depende do modelo de cada um. Cresceram as possibilidades de acesso a investidores, networking que aumentou, número de relações com parceiros de negócio, a base de clientes e isso é completamente inquestionável.

 

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Fotografia Lais Pereira 

 

Quais são as Apps que utiliza regularmente?

Todas as ferramentas de trabalho como o mail, as colaborativas (instagram e facebook, twiter, messanger e whatapp, linkedin) a e-park, as Apps de comunicação social quase todas, nacionais e internacionais, o booking, a uber, homebanking

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