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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

À conversa com #6: Nuno Machado Lopes sobre o Lisbon Challenge (1ª Parte)

Leva as Startups muito a sério. Lembra permanentemente que tudo depende da execução. Acredita que este mundo do empreendedorismo nem é cor-de-rosa, nem é para todos. Tem os pés bem assentes na terra. Gosta das PMEs. Preocupa-se com o tecido empresarial, a falta de emprego no futuro e o hedge Gap. Diz muitos estrangeirismos. Gosta de tornar os founders conscientes do processo que têm em mãos. Não comemora insucessos. Nuno Machado Lopes é o Managing Director do Lisbon Challenge.

  

Lisbon_Challenge_1.jpg

 Fotografia Lais Pereira

 

 

Nuno, porque é que o Lisbon Challenge é um programa de aceleração de excelência?

Primeiro, devido ao perfil das pessoas que estão à frente. Eu sou empreendedor já há duas décadas e a Isabel Salgueiro que está à frente do programa tem uma vasta experiência com startups, por isso nós trazemos este misto de Silicon Valley com neorrealismo que tem a ver não só com o criar empresas neste meio, que muitas vezes têm um foco no investimento, mas também para empreendedores que queiram criar empresas sustentáveis e não queiram seguir o caminho do investimento.

Acontece que às vezes a meio do programa começamos a perceber que existem uma ou duas pessoas que querem criar uma empresa sustentável, que o investimento não é necessariamente uma prioridade ou necessidade.

Depois quando redesenhámos o programa deste ano, olhámos para vários fatores e um deles é o porquê de tantas startups falharem e verificamos que havia várias razões. Uma dessas  grandes razões era a falta de alinhamento entre os founders, e por isso introduzimos no programa uma parte mais de social skills, soft skills e de trabalhar o lado mais pessoal.

Ter conversas com eles que não é normal ter, aprofundar muito mais a relação. E por isso estruturamos o programa à volta de algumas bases e essa é uma delas. Trabalhamos intensamente com os founders. Este é um programa com um formato, está organizado de uma certa forma, mas ao mesmo tempo tem uma enorme flexibilidade porque as startups começam a evoluir e estão em fases diferentes e por isso é importante podermos trabalhar com elas one on one para lhes dar o maior suporte possível.

 

Lisbon_Challenge_2.jpgFotografia Lais Pereira

 

 

O que trás de novo esta edição que está a decorrer?

O que fizemos foi: desconstruir o programa e todas as peças e depois reconstruir começando logo com a premissa founders-centered, centrados no fundador e isso não é tanto uma coisa de marketing, mas mais uma regra interna para nós, para nos lembrarmos sempre que tomamos uma decisão, alteramos alguma coisa no programa questionar se traz valor acrescido para os founders.

Desta maneira , acabámos por reconstruir um programa mais clean, com menos pessoas envolvidas, mas mais intenso. Quisemos manter o foco  “como é que isto traz mais valor aos founders, e como é que conseguimos tirar o máximo de cada um?” Passa muito por manter as forcing functions, ou seja, manter as energias em alta e mante-los focados.

Para isso temos objetivos e pedimos-lhes que todas as segundas-feiras de manhã nos digam os objetivos da semana e às sextas-feiras estamos a analisar o trajeto. Isso obriga-os a pensar constantemente nestes 3 meses, em cada fase do programa. Queremos que percebam porque é que no dia-a-dia nós conseguimos evoluir ou ficamos estagnados, se não temos essa pressão todos entram no programa, em todos os programas com enorme energia, mas ao longo do tempo a energia vai desaparecendo. Sabemos que isso é um desafio  e por isso também nos ficamos nesse tema.

 

 

Como tem sido participar tão ativamente na geração do ecossistema de Startups em Portugal?

Eu não estou com a Beta-i desde o início, nem de perto, e por isso acompanhei do outro lado da barreira essa evolução. Na verdade, nestas coisas é sempre difícil esquecer os pioneiros, aquelas pessoas que quando não existe nada lutam por algo. Obviamente pesquisaram  internacionalmente e nós também nos mantemos atentos ao que se passa lá fora, a adaptar; mas nem sempre são áreas ou temas relevantes para nós nem para cá. . Eles tiveram essa visão e continuam a persegui-la. O que se passou no início da Beta-i é um pouco o que fazemos com os founders, eles explicam a sua ideia e nós temos de entender de que lado estão da ilusão, se estão completamente loucos, perderam a cabeça e estão a inventar a próxima coisa que nunca vai acontecer ou se na verdade há ali algo, se conseguiram ver uma tendência, se há ali uma oportunidade e como é que nós os podemos ajudar. Eu estou com a Beta-i, intensamente, só há 2 anos. Primeiro na área de marketing e depois passei para o Lisbon Challenge. Mas esta relação já vem de trás, há 3 ou 4 anos a fazer mentoring no Lisbon Challenge.

 

Lisbon_Challenge_3.jpg

Fotografia Lais Pereira 

 

(Este post tem continuação)

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