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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

Terra do Sempre: Empreendedores de Sonhos

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Conheci a Terra do Sempre em modo fim-de-semana em família. Bem, já a conhecia pela talentosa lente da Isabel Saldanha. Fui com o meu marido e com a minha filha a delirar com todas as possibilidades. Não sabia se queria ficar na cabana do Tom Sawyer, se ir apanhar catacuzes ou brincar com a Alice.

 

Por sorte nesse fim de semana havia um workshop de desenho para crianças e foi entrar no mundo da fantasia com o pé direito.

 

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Entrar na Terra do Sempre para os adultos é também abrir as portas a todas as possibilidades porque a partilha da Bárbara e do Pedro que mudaram a sua vida, de jornalista e arquiteto de carreira, para abrir um Turismo Rural cheio de estórias e fantasia, faz-nos também a nós adultos sonhar. Falar com pessoas com este calibre não é uma hipótese de todos os dias. De fato fazem-nos sonhar, aqueles sonhos bons que ampliam as possibilidades e que apresentam realidades felizes, sem esconderem as dificuldades existentes, mas com um sorriso confiante de quem arrisca mas petisca da vida o bastante.

 

Atualmente a Terra do Sempre assume-se também como uma casa que quer receber quem queira fazer da sua casa um escritório móvel. O que eu considero ser para além de interessante inspirador.

 

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Neste contexto não escondem que há desafios e que existem as dificuldades quando se muda de vida. As diferenças nas escolas das crianças, na gestão dos imprevistos que estão sempre a brotar... mas, a verdade, é que percebemos que estão de bem com a vida. Acredito que tenha sido esse o fator que os tenha feito mudar.

 

Se querem passar um fim-de-semana bom com a criançada, abrir portas à liberdade e à criatividade em família aconselho. E em Grândola é sempre uma volta bem dada. O pior é sempre regressar...

 

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À Conversa com #11: Marta Silva da Fábrica de Startups

Saiu na altura da crise e emigrou para Macau. Ganhou mundo e perspectiva. Felizmente, como muitos dos bons profissionais deste país está de volta, para fazer acontecer. Acompanhou o que se passava em Portugal e envolveu-se no ecossistema mesmo em Macau, e nota as diferenças do que aconteu por cá. Marta Silva é a Marketing Director da Fábrica de Startups. Estivemos à conversa na Feira do Livro de Lisboa.

 

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 Marta, o que é a Fábrica de Startups?

A Fábrica é uma aceleradora de startups, mas também mais do que isso, pois apoiamos diferentes fases de desenvolvimento das empresas. Fomentamos o empreendedorismo e a criação de mais e melhores startups em Portugal, sempre com uma vertente internacional. Os nossos programas de ideação, aceleração e crescimento são cruciais para ajudar empreendedores.

 

Como?

Com os programas de ideação, ajudamos empreendedores a desenvolver e validar a ideia de negócio, assim como a encontrar uma equipa de trabalho. Temos tido ótimos resultados com estes programas, que fazem a ligação entre os desafios estratégicos de determinados sectores e as ideias de negócio. Na fase de aceleração, os programas FastStart ajudam as startups no seu modelo de negócio, desenvolvendo uma oferta mais forte (contamos com uma rede de parceiros e mentores neste processo). No limite, ajudamos os empreendedores a preparar a startup para receber o investimento. Depois vem o momento do crescimento, a confirmação do modelo de negócio que resultou da fase de aceleração. Asseguramos um follow up em vendas, marketing e processos, personalizado pelos nossos orientadores, encontrando juntos um programa de apoio ao crescimento.

 

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Como chegaste à Fábrica de Startups?

A minha relação com a Fábrica de Startups é antiga. Em 2012, quando o empreendedorismo ainda não era moda e se começaram a sentir as consequências da crise em Portugal, dei o salto do marketing para projetos de empreendedorismo e metodologias revolucionárias de lean startup. Nessa altura, ajudei a organizar o primeiro grande concurso de empreendedorismo em Portugal – o Energia de Portugal (evoluiu para o atual EDP Open Innovation). É com muito orgulho que digo que ajudei a criar os alicerces do projeto Fábrica de Startups. Pouco tempo depois, porém, tive uma oportunidade aliciante e emigrei para Macau. Fiquei lá cinco anos, mas o destino trouxe-me de volta à Fábrica de Startups.

 

Como é que isso aconteceu?

O António Lucena de Faria e o Martim Avillez Figueiredo, que estão à frente da Fábrica, contactaram-me em Outubro do ano passado e desafiaram-me para ajudar a organizar o Startup Macau Forum, um projeto pioneiro nessa geografia. Pela primeira vez na região, 15 startups - cinco da China Continental, cinco de Macau e cinco de Portugal - iam concorrer para serem as melhores ideias de negócio. Mas mais que isso, estávamos nessa altura a dar os primeiros passos para a construção de um ecossistema e de uma comunidade empreendedora internacional. Correu tudo muito bem e acabei convidada a voltar à empresa. Com muito entusiasmo, agarrei novamente o projeto da Fábrica de Startups. Foi como um regresso a casa. Literalmente.

 

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Que diferenças notas no mercado nacional?

Evoluiu muito. O trabalho de evangelizar o mercado para os conceitos de empreendedorismo, startup, validação de modelos de negócios, inovação ou lean startup já foi feito. Vejo muito mais abertura por parte das empresas para discutirem connosco novas formas de trabalhar e de validar as suas decisões de investimento. Mas ainda há muito trabalho pela frente. E como em tudo, este “excesso de oferta” obriga os principais players a aguçar o engenho, a diversificar a oferta e a verdadeiramente acrescentar valor naquilo que fazem. É com esse objetivo que estou na empresa. Para continuar o excelente trabalho desenvolvido pela equipa da Fábrica, encontrar formas de aplicar as nossas metodologias ao nível corporativo e encontrar novos mercados, trabalhando a internacionalização.

 

O que está a fazer os emigrantes de 2012 voltarem a Portugal?

A “debandada” que vimos em 2012 teve muito a ver com falta de oportunidades em Portugal. Sempre houve emigração e hoje entendo muito melhor o fascínio destas experiências internacionais. Mas Portugal é um sítio extraordinário. Havendo oportunidades de trabalho, boas condições para desenvolver projetos ou abrir novas empresas, é difícil resistir ao apelo do regresso a casa. A carga fiscal pode ser desencorajadora, mas o impulso que o turismo tem dado ao país serve como impulsionador da economia. Não tenho uma resposta concreta que explique o regresso dos emigrantes, mas acredito que esteja relacionado com a onda de otimismo que sinto entre os portugueses.

 

Como é que as startups podem aproveitar esse momento?

Os empreendedores são estimulados pela oportunidade. Neste momento, é no turismo e serviços que as oportunidades mais aparecem. Tem que se pensar em novas formas de atrair turistas, vingar pela qualidade do serviço, refletir sobre o que se pode fazer no turismo de experiência, de inclusão, sénior, de saúde. O leque é muito vasto, principalmente quando saímos de Lisboa e Porto. A Fábrica está a desempenhar um papel fundamental, ajudando os empreendedores a desenvolver as suas startups na área do turismo. A nossa parceria com o Turismo de Portugal já tem mais de três anos e em 2017 o desafio é maior do que nunca. Estamos a organizar o Tourism Explorers, o maior programa nacional de ideação e aceleração de startups na área do turismo. Envolvemos 12 cidades, que estão simultaneamente a fazer os programas connosco através de uma infraestrura tecnológica.

 

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Podes dar mais detalhes?

Ao longo de cinco dias, de 10 a 14 de Julho, vamos trabalhar os desafios estratégicos do setor, fazendo a ligação aos incentivos ao investimento por parte do turismo de Portugal. Os empreendedores das 12 cidades vão juntar-se em equipa e dar os primeiros passos para o que poderá ser uma startup de sucesso. A final nacional é na Porto Business School, com os vencedores de cada uma das cidades. Em setembro, arrancamos com a fase de aceleração, com oito bootcamps semanais, ao longo de oito semanas. As startups, já mais evoluídas, vão validar e desenvolver o seu modelo de negócio. Acabamos o programa a 23 de outubro na Startup Braga, mesmo a tempo para seguir dali para o WebSummit. Resumindo: como podem as startups aproveitar este momento? Desenvolvendo os modelos de negócio e validando todos os seus componentes, para fazerem a diferença no setor turístico em Portugal. E por que não fazê-lo connosco?

 

De regresso a Portugal, o que trazes na bagagem para ajudar a economia do teu país?

Cheguei há três meses da China. Ainda olho para Portugal com algo novo, vejo uma evolução extraordinária. Os números da faturação no turismo não param de crescer, são impressionantes. Acredito que a verdadeira experiência portuguesa é feita com negócios genuínos, mas de qualidade. Vim de Macau, um território que depende essencialmente do jogo e que ainda não conseguiu diversificar a sua oferta turística. A minha experiência na China ensinou-me a relativizar as coisas, a olhar para os desafios com outra perspetiva. É isso que tento fazer nos projetos onde estou envolvida.  E porque um dos nossos objetivos é a internacionalização, uso os conhecimentos adquiridos para testar e validar modelos de negócio cujo alvo são os mercados chineses. Espero que seja assim, fazendo uma ponte para o mercado chinês, que na minha ínfima dimensão ajudo a economia do país.

 

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Quais são as tuas Apps e Startups de referência?

Adoro testar novas aplicações, apesar de reter poucas no telemóvel. Uma que me acompanha neste regresso a casa é o Waze. Para alguém tão desnorteada como eu é uma grande ajuda. Estou fã, além de que gosto sempre destes casos de sucesso. Outra que uso sempre em férias é o Storyo. Gosto da forma como organiza as fotos e faz pequenos resumos com vídeo e animação. Foi com surpresa que descobri que eram portugueses, quando eu já era cliente. Mas o conceito de shared economy é aquele que provavelmente mais revolucionou as nossas vidas e é impossível não referir Uber, Cabify e Airbnb, porque mudaram os nossos hábitos.

 

Marta que tudo corra bem!

Fotografia Lais Pereira

À Conversa com #10: Ana Ventura da TeamOutloud

Com presença na consultoria nos últimos 15 anos, tornou-se empreendedora depois de desafiada pelo co-fundador da TeamOutloud  o Pedro. Considera que as mulheres fazem aquilo que querem e lhes interessa fazer de acordo com os seus gostos. Que o género também tem vantagens dentro do mundo da tecnologia e de Startups. É uma mulher que não se apresenta com fragilidades e que considera que todo o seu percurso veio desembocar no que é: uma empreendedora. Com a garra de quem tem uma vida ativa, considera que o mundo das Startups está a influenciar a vida no mundo. Ana Ventura é co-fundadora da TeamOuloud

 

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Ana, quando é que surgiu o empreendedorismo e as Sartups na tua vida?
Surgiu por desafio, quando o Pedro, co-fundador da TeamOutloud me introduziu no meio e começamos a pensar em soluções para apresentar ao mercado. A TeamOutloud é o nosso terceiro projeto e assim que entrei no mundo do empreendedorismo percebi que toda a minha carreira profissional e formativa vinha confluir a esta função. Foi como chegar a casa e perceber, é aqui!
 
 
Porquê uma solução de Hotelaria?
A TeamOutloud surge porque o Diretor de Recursos Humanos de uma cadeia de Hotéis nos desafiou a criar uma App que criasse uma comunidade entre os colaboradores do Hotel e funcionasse como rede social de partilhas, para promover a motivação destes recursos, cuja função depende muito da sazonalidade ao longo do tempo. Quando nos apercebemos que este tema não era especifico daquela cadeia, mas transversal a toda a realidade Hoteleira, decidimos apostar e no Web Summit de 2015 em Dublin testamos a nossa ideia, apresentando a mesma e recebendo o feedback por parte das pessoas que nos abordavam no stand e aí percebemos que havia potencial e começamos todo o processo, também com apoio nas nossas experiências de projetos realizados.
 
 
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O tratamento do empreendedorismo no feminino é tratado com diferença ou com naturalidade no dia a dia?
Hoje em dia fala-se muito neste tema, mas por exemplo quando eu entrei na consultoria, há mais de 15 anos, num grupo de 35 que entramos eramos três mulheres. Porquê?! Porque as outras mulheres não queriam fazer consultoria, queriam fazer outra coisa qualquer. Se não estão na política, se não estão mais noutras áreas, é porque valorizam outras coisas e muito bem. Eu acho que as mulheres fazer aquilo que querem fazer, que têm formação para fazer e que gostam. E também acho que no sentido de sobressair numa multidão, quer nas Startups quer na consultoria ser mulher é uma vantagem, porque automaticamente os olhos se viram para quem foge ao padrão.
Relativamente a diferenças nas Startups, até julgo que sinto mais diferença na idade. Embora existam algumas exceções a realidade do empreendedorismo é numa faixa etária muito jovem e sente-se mais que as coisas estão feitas para essa faixa etária que se vai encontrar.
 
 

Como é que define o seu percurso profissional?

Considero que foi um bom percurso, que foi por um lado natural e por outro que se complementa. Os passos que segui considero que foram os naturais face ao meu conhecimento e as circunstâncias do mercado. Estou onde gostaria de estar... precisamos escalar mais a nossa solução e gostaria de criar novos projetos. Ainda há muita coisa que gostaria de fazer. Ideias não nos faltam e sei que é por aqui.
 
A junção da TeamOutloud com outras Startups para uma solução de Hotelaria como é que surgiu?
Um dia houve esta ideia de juntar as várias startups de Hotelaria e apresentar as mesmas como um todo, para podermos num mesmo encontro apresentar as nossas várias soluções que são complementares. Assim surgiu a Hotel Up. É uma boa forma de unir esforços e multiplicar contactos. O consórcio tem como objetivo partilha de boas práticas em Hotelaria.
 
 

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Quais são as suas Startups e Apps de Referência?
Não sendo muito original as minhas referências são a Airbnb e a Uber. Porquê?! Porque as utilizo com frequência, porque mudaram a minha vida e porque tiveram o poder de colocar em causa os modelos de negócio instalados. Eu adoro utilizar ambas as soluções e acho que são inspiradoras para que muitas pessoas possam criar novas soluções que coloquem em causa os modelos atuais.
 
 

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Fotografia Lais Pereira

A Avó veio trabalhar

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Há projetos que nos ganham pelo coração. Há gestos empreendedores que são tão bons que valem pela existência.

A Avó veio trabalhar é um projeto com futuro. Um projeto que pode ser o futuro de muitos avós, haja pessoas como a designer Susana António e o psicólogo Ângelo Campota que se disponibilizam com o seu conhecimento e arte a fazer os outros crescer e a fazer com que os seniores tenham oportunidades ativas para poderem olhar de frente o futuro, de uma forma útil, boa, cheia de possibilidade e criatividade. Porque é importante manter sempre o crescimento ativo.

 

 

As peças que produzem são muito bonitas, assinaladas pelas avós que as elaboraram e estas peças podem ser adquiridas na Loja própria que se situa na Rua do Poço dos Negros, 124 1200-337 Lisboa

 

 

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A vida também pode ser mágica aos 70, aos 80 e aos 90. As pessoas podem ser ativas, criarem, aprenderem a fazer e produzirem. É bom saber que a vontade de fazer coisas não falha com a idade.

 

Valorizar e por ao serviço o património imaterial da cultura portuguesa que se encontra impresso na tradição dos têxteis, de uma forma moderna e bonita dá-me também a mim conforto, impresso de tradição que diz muito da nossa identidade.

 

 

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Que bom foi descobrir este projeto. Parabéns para A Avó veio trabalhar. Um projeto de empreendedorismo sénior cheio de coração.

 

Caso queiram aprender com as avós fiquem atentos às datas dos workshops.

 

 

 

 

Linque: Rede de cuidados paliativos em casa

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Hoje que é dia mundial da luta contra o cancro, decido falar de um projeto que sigo e que me trás esperança.

 

A Linque é uma rede de cuidados paliativos em casa. Quando uma pessoa é diagnosticada com uma doença em que são necessários cuidados especiais, toda a estrutura familiar e diária é questionada e é afetada. Todos querem genuinamente ajudar, mas são confrontados com as próprias limitações de ter de aprender a cuidar, de tempo para se dedicar e as suas próprias questões emocionais com as quais terá de lidar.

 

A Linque é um projeto de apoio a esta situação. É quanto a mim uma lufada de esperança para estes tempos tortuosos, porque saber pedir ajuda às pessoas certas, com experiência numa situação destas é de facto uma necessidade emergente.

 

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Dou por isso os parabéns às pessoas que estão por trás do projeto, por abrirem o coração e o esforço em desenvolverem este projeto. Gestos de grande humanidade, são vitais nos dias que correm e sempre!

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