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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

2016 em Balanço

2016 trouxe-me a ideia do blog. O blog que surge como um novo começo para me colocar a par do que está a acontecer no mundo das Apps mobile.

Quando entrei no mundo do trabalho utilizavam-se aplicações cliente servidor, depois veio o paradigma da internet. Tenho de confessar que a vontade para me atirar ao mundo mobile foi muito resistente.

Depois de um almoço com um amigo, em que falávamos precisamente da inevitabilidade de tecnologicamente me vir a dedicar às Apps, mesmo que não estivesse a trabalhar de momento com elas, era incontornável. Resisti, mas pesquisando, baixando Apps atrás de Apps e utilizando as que faziam sentido.

Quando no final do curso de formação de formadores pediram para desenharmos um curso e consequentemente a sessão de formação, já todos sabiam o tema a abordar… excepto eu. Até que voltou a ideia das Apps, algo prático, com possibilidade de experiencia e que pudesse cativar a audiência. Comecei pelo ePark, tal como no blog.

O blog, foi de início a garantia que me iria dar a disciplina de me colocar a par do que existia no mercado, perceber como funcionavam e eram desenhadas as Apps. A forma como um negócio, a informação, o serviço era disponibilizada. Foi esse o início do desafio. A resistência, a aceitação e posteriormente o entusiasmo vieram nas alturas certas. O blog continua a ser uma disciplina para mim.

Analisei mais de uma centena de aplicações. Queria conhecer a face humana e o conceito que está por trás das Apps portuguesas. Descobri o que move os empreendedores e admiro-lhes a capacidade de aceitação, do risco enquanto vou desmascarando todas as ideias pré concebidas do que é ter um negócio próprio em modo startup.

Percebi que contrariamente ao que se tenta mostrar os horários são mais exigentes, que a vida pessoal e laborar estão completamente integradas, que para se fazerem omeletes é preciso criar os ovos e que toda a energia vem do poder fazer da sua forma, da melhor forma, como sempre se sonhou. Que todos os obstáculos têm de passar a ser motivação, mas que não existe areia na engrenagem, até porque quem engrena tem de resolver o que há para fazer.

Sinto a criatividade jorrar a rodos na tecnologia, como em nenhuma outra era. O potencial criador ao serviço da sociedade e a criação de paradigmas completamente novos são extraordinários. Desde os óculos virtuais para refugiados à troca de serviços em moeda internet, passando pela grande problemática da possibilidade de estarmos sempre conectados, mesmo quando não há rede… essa internet das coisas que não sei onde nos vai levar.

Tive a sorte e o gosto de acompanhar o Web Summit e toda a bolha de expectativa que existe em torno do mesmo em Portugal. O Web Summit estará por Lisboa pelo menos até 2018 com a possibilidade de continuar. O caminho está no começo, mas Lisboa já está na rota de muitos investidores.

Enquanto vou observando, questiono-me muito sobre tudo o que se está a passar. 

Num mundo carregado de pressas eu preciso desligar. Ninguém se cumpre virtualmente. Somos humanos, temos de nos relembrar de onde vimos e para onde vamos. A natureza falará sempre mais alto e a sociedade pode criar opções mas não pode criar a vida. Esse tempo precioso que vai passando.

Em 2017 espero que o blog me continue a dar a possibilidade de aprender, de ensinar, de partilhar e de dar a conhecer.

Agradeço a todos os interlocutores que me receberam e que me deram a oportunidade de os conhecer e partilhar as suas histórias, cada um na sua forma de viver e de fazer cumprir com o seu sonho e de forma integrante na sociedade. 

Um excelente 2017 para todos os que me têm vindo a acompanhar. Bom Ano!

Feliz Natal com ideias

Venho desejar que tenham todos um Feliz Natal. Que neste Natal exista a motivação, a vontade e a unidade que distingue o povo português. Que comemorem com a vossa família, colegas, amigos e que façam sempre por se sentirem preenchidos a fazer o que realmente gostam, que é o que não tem preço.

 

Vou desligar estes dias para o Natal, para me dedicar a mim e aos meus. Aos que me são especiais e que fazem com que o meu dia a dia tenha sentido. 

 

Antes de sair e um bocado em cima da hora, deixo algumas ideias de Natal de Startups:

  1. Brinquedos Science4you: Brinquedo educativos e científicos, para todas as idades.
  2. Lapa: Lapa é um tracker que funciona através de Bluetooth, um dispositivo que você anexa às suas coisas para que as possa encontrar usando seu telefone.
  3. Waynabox: é surpresa, emoção e aventura! Estas são as viagens mais originais, divertidas e inesperadas que preparámos especialmente para ti. Voos de ida e volta + 2 noites de alojamento incluídos desde 200€ por pessoa.
  4. Modern Foodies: Comida saudável, equilibrada e deliciosa. 100% caseira. Sem açúcar, sem alimentos processados e refinados, sem corantes nem conservantes. - Já se encontra completa de encomendas até ao Natal, mas o Ano Novo também é uma possibilidade.

 

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Teresa Noronha Phone Photography

 

 Um excelente Natal para todos!

À Conversa com #8: Carlos Gonçalves do Avila Spaces

O Avila Spaces é um espaço pioneiro de coworking em Portugal. 

Para as Startups, chega um momento que o espaço próprio, seja a garagem do pai, ou o escritório lá de casa, deixam de ser os locais indicados porque é necessário estabelecer relações, criar vínculos e muitas vezes partilhar, mesmo que sejam apenas desabafos.

É neste contexto que conversei com o Carlos Gonçalves, pessoa que trabalha neste campo onde tem desenvolvido o seu trabalho, editou um livro sobre o tema e se mantém atualizado em conceitos. O Avila Spaces consegue refletir esse conhecimento e gosto de quem sabe o que faz.

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

O Avila Spaces foi criado a pensar em que target?

O espaço aqui foi criado a pensar em todas aquelas empresas ou profissionais que necessitam de um modelo de trabalho alternativo ao escritório tradicional. O Coworking na altura ainda não estava cá, era um conceito, nós fomos pioneiros no desenvolvimento desta oferta em Portugal.

 

Há quantos anos?

Nós tivemos um primeiro projeto em 2008, um projeto piloto e depois abrimos o nosso espaço de coworking em 2012 com base nesse projeto piloto que durou cerca de um ano e com base também em algum benchmarking e algumas práticas internacionais que nós adotamos. Fomos também influenciados pela procura que se fazia sentir já nessa altura. E portanto este espaço é um espaço aberto a todas as empresas e profissionais que desejem trabalhar num modelo mais flexível, no centro de Lisboa, com boas acessibilidades, que valorizem o conforto das instalações e a imagem. O nosso coworking é muito orientado para as empresas, portanto eu diria que é um coworking corporativo.

 

Em que situações e que entidades é que procuram o espaço de coworking?

São essencialmente empresas, pequenas estruturas empresariais, temos poucos freelancers, temos mais empresas. Diria que 80% são empresas, 20% são freelancers e portanto é um espaço que dadas as suas características, a questão da imagem, da modernidade, do facto de ter tecnologia de última geração, salas de reunião equipadas e de ter um apoio de secretariado, que é algo que nos diferencia um pouco também de outro tipo de espaços de coworking e estarmos no centro de Lisboa, faz com que grande parte da procura seja de empresas.

 

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Fotografia Lais Pereira

 

Quais as razões e alterações ao nível da dinâmica empresarial que ocorreram que quanto ao Carlos justifica a alteração da presença das empresas no mercado?

Eu penso que existem essencialmente 3 razões:

  1. A crise;
  1. Na sequência da crise as empresas sentirem a necessidade de racionalizarem custos e concentrarem o seu investimento no seu core business e menos no imobiliário;
  2. Por outro lado, existe um fenómeno muito interessante que é o facto de as novas gerações, nomeadamente os millennials que nasceram em meados dos anos 80 e a geração Z que é a que está a entrar no mercado de trabalho, sentirem-se muito bem neste tipo de espaços e são gerações para quem o modelo de trabalho é flexível, são gerações que cresceram com a tecnologia e que lhes permite trabalhar a partir de qualquer lugar, onde se sentem bem.

Cá em Portugal as empresas estão a começar a perceber este fenómeno, esta realidade. Neste momento já não é só uma questão financeira, porque podiam perfeitamente arrendar ou comprar um espaço, mas perceberam que, era interessante ter os colaboradores a trabalhar num espaço de coworking, porque se sentem bem. São gerações que gostam de colaborar, gostam de partilhar e acima de tudo gostam de trabalhar num sítio onde se sentem bem.

 

Uma empresa que está a iniciar atividade, quais são as vantagens que tem?

O facto de estar aberto 24 horas, as empresas de um dia para o outro podem começar a trabalhar. O nosso cliente quando nos procura pretende também ter o apoio do secretariado, de backoffice, por isso é que nós incluímos o serviço de escritório virtual nos nossos pacotes.

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

O que é um serviço de escritório virtual?

É um serviço de secretariado à distância que permite as empresas, neste caso os coworkers, estarem focados no seu trabalho mas têm o apoio do secretariado que recebe a correspondência, recebe as chamadas telefónicas, que atende o telefone em nome das empresas, que reencaminha as chamadas para o exterior, se o cowoker estiver no exterior. Muitos dos nossos clientes não querem ser incomodados querem estar focados no seu negócio e existe uma notificação cada vez que chega uma chamada telefónica, o cliente acede através uma aplicação que nós desenvolvemos, o MyOffice. Esta App foi desenvolvida numa parceria com duas empresas portuguesas e que permite que os nossos clientes tenham acesso a toda essa informação.

As 24 horas, é importante também na situação internacional, devido aos fusos horários e daí também a aposta na tecnologia que é importante neste tipo de espaços, nós além de termos um atendimento das 8 da manhã às 19:00h nós temos um serviço de voice mail to e-mail, por isso depois do horário, mesmo que a telefonista não atenda o telefone podem deixar mensagem e recebem por e-mail a mensagem de voz mesmo que seja às duas da manhã.

O espaço está aberto 24 horas para clientes.

 

Qual é o futuro dos espaços de escritório?

O futuro eu julgo que será a combinação entre vários modelos. Eu escrevi um livro. O livro dá a nossa visão sobre o que pensamos ser o escritório do futuro, que seria uma combinação entre vários modelos de trabalho. O coworking, os escritórios virtuais, e o teletrabalho. Sendo que os escritório físico existirá sempre, aquelas empresas que pela sua atividade profissional, ou pelo número de colaboradores irá precisar sempre de ter o seu espaço físico. Mas eu acho, que pela evolução tecnológica e também pela forma como as novas gerações vêm o espaço de trabalho, esta flexibilidade e esta opção de podermos trabalhar a partir do sítio que nos der mais jeito ou no sítio em que nos sentimos melhor, mais focados naquele momento eu acho que será um pouco o futuro dos espaços de trabalho. Antes tínhamos o escritório que era algo que era standard, que era um espaço de trabalho entre quatro paredes, agora temos estas várias opções, e o coworking faz parte destas opções.

 

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Fotografia Lais Pereira 

 

O Coworking no empreendedorismo também ajuda na jornada solitária, mesmo que os negócios sejam diferentes ter alguém com quem falar, num inicio de atividade de um novo negócio é importante.

Sem dúvida, acaba por haver uma mentoria mais ou menos informal. Essa é de facto uma das grandes vantagens, é o espirito de colaboração, o espírito de interajuda que se cria no espaço de co-working. Tem de haver uma dinamização desse próprio espirito, eu acabo por fazer essa mentoria informal de comunity manager deste espaço não só através da promoção dos eventos que fazemos em participação com os nossos clientes, como apresentando e tentando fazer um matching entre co-workers, e entre clientes que têm escritório físico que estejam a necessitar de um apoio jurídico, ou de uma acessória de imprensa, poderá encontrar isso aqui no espaço de coworking e portanto essa é uma grande mais-valia. Há um exemplo muito interessante, do facebook que se encontra na versão inglesa do meu livro que foi editada no ano passado, com outros casos de estudo. O livro é um conjunto de estórias de pessoas que decidiram adotar novos modelos de trabalho e entretanto, no espaço de dois anos surgiram outras estórias que eu achei interessante e coloquei neste, uma das estórias é precisamente esta do facebook que antes de abrir as suas instalações em Boston, eles decidiram pela facilidade de começarem em 24 horas, decidiram colocar os colaboradores em espaços de coworking num espaço que se chama work bar, em que eles tinham os colaboradores a trabalhar a partir de dois centros, julgo eu em boston, pela questão da facilidade, porque o facebook em questão é uma empresa que necessita de conhecer a realidade, necessita de conhecer os negócios, o comportamento do consumidor e os espaços de co-working são ideais para esse tipo de trabalho, mas mesmo depois da abertura da sede, em Boston eles mantiveram o contacto com as comunidades. E portanto eles perceberam que aqueles espaços não eram só espaços de trabalho, mas centros de networking onde os seus colaboradores, poderiam manter o contacto com as realidades empresariais onde poderiam estabelecer parcerias e sinergias com outras empresas, e isso é muito habitual em empresas tecnológicas, como a Google, o Facebook, a Cisco e outras. A Telefónica faz isso através de um espaço de coworking que tem a incubadora a Wayra, por isso as empresas estão a perceber que os espaços de coworking são espaços muito interessantes.

 

Quais foram os princípios que orientaram o Ávila Spaces?

Nós aqui somos um espaço mais orientado para empresas que estão mais fora das indústrias criativas, mais empresas de serviços que procuram um espaço confortável, tranquilo, com vários tipos de ambiente. Desde o local de trabalho, passando pelas phone boots até ao lounge, que é como nós vemos o futuro dos espaços de trabalho. Vários ambientes, dentro de um ambiente.

Nós temos visto estudos que chegam à conclusão que existe uma grande percentagem de pessoas que estão na força de trabalho que são pessoas introvertidas. E como tal não se sentem confortáveis a trabalhar a tempo inteiro num open space, portanto nos anos noventa houve aquela febre de se criarem open spaces, das empresas deitarem as paredes abaixo e toda a gente trabalhar em open space, as pessoas foram forçadas a partilhar o espaço de trabalho os espaços de co-working normalmente são espaços que trabalham só em open-space e eu acho que é importante que os  espaços terem também ambientes para responderem às necessidades dessas pessoas que têm umperfil menos expansivo e que não se sentem tão bem a trabalhar num espaço aberto, porque isso influencia a capacidade de concentração e a produtividade dessas pessoas, e daí que haja necessidade de haver áreas reservadas. As quite-rooms, as cabines telefónicas, para duas ou 3 horas. Porque a realidade é que nós temos aqui no espaço pessoas que não querem colaborar, que procuram um espaço de co-working porque é um espaço confortável, onde conseguem ter acesso a um conjunto de facilidades como o café, a copa, um acesso 24 horas mas que não têm um espirito muito colaborativo. Nós temos de respeitar também essas pessoas.

 

Qual é a App de Referência do Avila Spaces?

A que permite a relação com os nossos clientes, a My Office.

 

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 Fotografia Avila Spaces

 

Questões filosóficas: Tantos eventos gratuitos no Natal

Ando intrigada, é verdade, muito intrigada. A oferta de atividades de Natal sem valor associado para as famílias este ano, na zona de Lisboa é brutal.

Eu sei, eu sei que deveria estar contente e entusiasmada por ter tantas possibilidades, mas começo-me a questionar se as pessoas que lá estão a trabalhar também o fazem de forma gratuita e pronto... surgem as minhas questões relacionadas com a nova economia.

Sei que são simpáticas, que parece que gostam do que fazem e que nem sempre o dinheiro é o que nos move, mas pronto, uma pessoa não deixa de pensar só porque está tudo contente e porque é Natal.

Recordo-me de há cerca de um mês estar a falar com uma rapariga alemã que esteve alguns meses em Lisboa, que se questionava como é que conseguiamos ter tantas opções e tanta capacidade de fazer coisas com os ordenados que ganhavamos... a verdade é que de facto nos ajustamos, que fazemos escolhas e quem viveu lá fora sabe bem que muitas vezes com o dobro do ordenado não se consegue fazer metade do que fazemos cá.

Mas a minha dúvida é: "Como é que tudo isto se está a encaixar?" Como é que é possível chegar a Sábado de manhã e pensar: hoje não sei se hei-de ir ao Reino do Natal a Sintra, à Vila Natal a Cascais se fico mesmo pelo Wondeland do Parque Eduardo VII, ou se vou à Nova Feira Popular em que os carrosseis no Sábado eram todos a 1 Euro. Fora os concertos e ciclos de cinema de Natal.

Como é que isto é possível, não sei. Como é que os economistas explicam isto, gostaria de saber. E que é dificil de explicar a uma pessoa que vivem em Berlim, acreditem que é!

 

À Conversa #7: Bondlayer

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Sérgio Oliveira é um dos co-fundadores da Bondlayer, é o responsável pela parte da tecnologia e embarcou na aventura de criar um produto que num único ambiente, acedido a partir da cloud permite criar Apps e Websites de uma forma simples e rápido. Estivemos à conversa Web Summit a perceber o contexto da ideia e a conhecer o produto. Vale a pena.

 

Porquê o nome Bondlayer?

Chama-se Bondlayer porque se trata de um produto que une camadas: os dados e a camada visual numa única plataforma.

 

Onde é que se encontram?

Estamos no Porto, nos Maus Hábitos, que é uma venue, estamos no backstage. Estamos muito próximos da cultura. Estamos a participar nos lançamentos culturais, pela proximidade que temos. Este tipo de projetos puxa por nós, porque a relação com a cultura tipicamente é exigente para os designers e é aí que nos estamos a focar na Arte e Entretenimento.

 

Como é que se conheceram, os fundadores da Bondlayer?

Os fundadores conheceram-se na Nos. O Pedro Moreira da Silva era nosso cliente, nós fornecíamos Apps à Nos e ele era o Gestor de Produto da ativação da marca da Nos. O Pedro também tem uma empresa de investimento. Ele via a rapidez com que nós desenvolvíamos Apps e Websites, que era muito mais rápido do que a concorrência a um preço muito inferior e ficou interessado. Depois como tem essa empresa de investimento contactou-nos à parte e quis saber o que estava por trás daquelas entregas rápidas e a baixo custo e quis perceber se era possível transformar num produto e é isso que temos estado a fazer no último ano. É transformar uma tecnologia que já existia mas que só eu enquanto engenheiro é que podia operar e transformar num produto comercializável. Criamos então uma ferramenta visual de utilização simples.

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

Alguns exemplos da utilização do vosso produto?

O Nos Primavera sound ou o Nos em d'bandada e a App mais recente Fórum do Futuro. Trabalhamos com estúdios de design como R2Design e Pacifica, que têm clientes com notoriedade que estão a também a utilizar o nosso produto.

 

O que esteve na génese da criação?

Nós eramos uma agencia de devensolvimento e agora decidimos transformar uma das nossas dores que era desenvolvimento rápido de aplicações com um design customizado e com base de dados customizada e transformar isso num produto que todos possam tirar partido e possam usar para criar Apps e websites.

 

Como definem o vosso produto?

O nosso produto de forma muito simplificada, é uma espécie de powerpoint que funciona na cloud. Podem encontrar o produto no nosso site www.bondlayer.com lá podem desenhar a vossa App e o vosso website. Especificam que tipo de requisitos é que tem, se é um blog, se é um site noticioso, se é um festival. Dizem que tipo de modelo de dados é que esse negócio tem e depois fazem o layout. Tudo isto é feito dentro do nosso produto.

 

Quem utiliza o vosso produto?

Neste momento o público alvo são os designers: estamos a focar a ferramenta em designers onde eles podem utilizar e aproveitar conceitos de webdesign e aplicálos aqui na ferramenta.

A ferramenta tem painéis que permite alterar propriedades visuais dos elementos com base em CSS, que é a linguagem web para manipulação de visual design, mas não têm especificamente de saber CSS, porque basicamente têm de especificar o tamanho, as cores a tipografia, as formas e é gerado o design que o designer pretende.

 

Eis um produto de desenvolvimento rápido de Apps e Websites. Caso queiras experimentar, contactei a Bondlayer, tenho a certeza que vão arranjar uma forma de verem o produto para experimentar.

 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

App de preenchimento de declarações amigávies

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Boas notícias, já não vamos ter de estar preocupados com o desenho dos veículos na declaração amigável, quando temos um acidente de automóvel, para apresentar às seguradoras.

 

Foi lançada na semana passada, a app para preenchimento de declarações amigáveis. Chama-se e-SEGURNET. As funcionalidades dos smartphones, ajudam também neste preenchimento, com o sistema de localização e a possibilidade de tirar fotografias.

 

É da Associação Portuguesa de Seguradores. Encontra-se disponível para Android, iOS, Windows Phone e tem também versão web.

 

A quando da instalação, podem utilizar a demo para verem como funciona, caso não queiram colocar os vossos dados e do vosso veículo.

 

Podem ver como funciona aqui:

 

Descarreguem, mas utilizem o mínimo!

MUB Cargo: App para transporte de mercadorias

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A semana passada estava a inscrever-me para aderir ao Projeto Fruta Feia, quando percebi que havia ali uma questão de horários de entrega e pensei: será que não há um serviço de mercadorias para estas situações? Tipo a Uber ou Cabify?

 

E fui pesquisar. E a verdade é que há poucas semanas, foi lançada para o mercado a MUB Cargo, que é uma App que o que faz é, pedir que fotografe a mercadoria que é necessário transportar e de acordo com as características da mesma, pesquisa o serviço com o custo mais baixo para o transporte da encomenda e apresenta um conjunto de opções de transporte ao utilizador.

 

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Eu fiquei contente pela coicidência. Já a descarreguei no iphone, porque só está dísponivel, por agora, em iOS mas está prevista a sua existência também na versão web e android.

 

A Startup encontra-se incubada na Startup Braga e está em força. Gostei mesmo de conhecer este conceito e acredito que é dos serviços necessário que estão a surgir.

 

Na verdade, continuo com a mesma questão do transporte dos alimentos do cabaz da fruta feia, que não está incluído neste conceito. Se alguém conhecer alguma solução, avise!.

 

Até lá, vejam como funciona a MUB Cargo, aqui:

 

 

À Conversa com #6: Nuno Machado Lopes sobre o Lisbon Challenge (3ª Parte)

O Lisbon Challenge. Qual o momento certo para uma candidatura. O que se pode esperar do programa. O Demo Day. Algumas Apps da edição que se encontram a decorrer. Algumas boas notícias sobre o que já alcançaram. A mim cabe-me o mais fácil, desejar sucesso, às Startups e ao programa. Até Já!

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

Como é que mantêm a comunidade de Startups que participaram nas edições anteriores?

Temos um Aluminae, temos pessoas encarregues de manter a comunidade de Aluminae, temos encontros, quando temos investidores que estão interessados colocamos todos em contacto. Estamos sempre a trabalhar a comunidade da melhor forma e também muitas vezes vêm ter connosco, sabem que têm sempre uma porta aberta. E continuam a recorrer a nós quando necessitam de uma opinião, isso faz parte do nosso trabalho “estar aqui para ajudá-los”.

O empreendedorismo é solitário, nós quando temos uma empresa ou temos fé em Deus e olhamos para cima e esperamos uma decisão sobre o que vamos fazer em termos de tesouraria, ou como é que vamos agora dizer aquelas duas pessoas que já não podem trabalhar mais connosco a quem nós vendemos um sonho e eles deixaram tudo para vir trabalhar connosco. Enfim, há um conjunto infindável de situações e por isso é que não é para todos. Quando escrevi um livro e editei-o em Janeiro deste ano, a ideia foi mostrar o outro lado do empreendedorismo. Eu tive pessoas que me disseram, olha eu até estava a pensar em ser empreendedor mas esquece. E por isso valeu ler o livro. E eu acho que isso é importante.

Muitas vezes ao falar com founders eu peço para me definirem: O que é o sucesso e o que  estão a tentar alcançar e em segundo perceber, qual a razão pela qual eles estão a criar a empresa; alguns dizem que é porque querem viajar, porque querem estabilidade financeira, porque não querem trabalhar para outros, porque querem liberdade e nós explicamos, vocês acabaram de descrever Corporate Life.

E por isso não promovemos esta ideia de que startups são cool e fantásticas e que a vida corporate é cinzenta e horrorosa, mas são duas opções, ambas trazem benefícios e nós estamos sempre a olhar para o outro lado e a pensar que o outro é que é melhor. Ontem eu estava a falar com eles e era exatamente sobre isso. Nós estamos numa startup e estamos a olhar para o Corporate Life e é uma sorte e vice-versa quem está no Corporate olha e diz estes gajos têm os horários que querem, têm a flexibilidade toda, andam vestidos de forma diferente, chegam atrasados. Não, os profissionais não chegam atrasados, obviamente ninguém vai pedir dinheiro a um investidor de calções, por isso há um exagero.

 

 

As Startups com quem eu falo dizem sempre que depois do programa se sentem mais preparados para falar com os investidores.

Sim, o programa de aceleração é do produto, mas claro que é para as pessoas. Por isso o que nós tentamos fazer nos últimos 20 anos e aprendi, tento colocar tudo isso em 3 meses, com zero bullshit, nós aqui somos muito frontais, não para desencorajar, mas para não perderem tempo, para focar e também para terem o mesmo comportamento com outras pessoas, para não serem iludidos. Na segunda ou terceira reunião perceberem se há mesmo interesse da parte do investidor para perceberem se é uma perda de tempo ou não, perceber desde cedo se há uma possibilidade para criar um piloto ou um protótipo na empresa ou não.

Da mesma forma que perguntam: “- Que tal?” e eles “sim sim isso é interessante” e vão acontecendo reuniões. O importante é que se precisamos do dinheiro em Dezembro sermos transparentes e dizer se estão mesmo interessados em investir em nós vamos conversar, vamos falar, traçar um plano sobre o que nós precisamos de vocês, o que vocês precisam de nós, para isto ser e estar feito. E este tipo de abordagem dá abertura para do outro lado dizerem, bem se calhar isto não é bem para nós e aí descartamos aquela hipótese e vamos em frente.

 

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  Fotografia Lais Pereira

 

 

Qual é o momento de maturidade de um projeto para se candidatarem ao Lisbon Challenge?

Isso é difícil e estamos sempre a tentar defini-lo. É aquele momento em que já existe um produto e que o produto já está lançado. Porque o que nós estamos à procura é de quem tem capacidade de executar, por isso, se vêm com a ideia, se vêm com um produto que está quase acabado, nós não sabemos se têm a capacidade de acabar. Porque, por exemplo, podem ser pessoas que estão sempre a trabalhar no perfeito. Oproduto não precisa de ter muitos clientes, mas tem de demonstrar, o produto até pode não ser grande coisa, mas pelo menos tem a capacidade de atirar para o mercado e ver se dá e podemos trabalhar esse produto. Nós estamos à procura de um perfil de empreendedores que estejam unidos e que tenham capacidade de sobreviver ao que vão enfrentar que é provavelmente uma das coisas mais difíceis da vida deles. Por isso, é que é contínuo. Porque isso é outro mito, que se tem de puxar um ano ou dois e depois é sempre a subir, mas não. Temos de ter capacidade de aceitar que vai ser sempre assim, a subir e a descer.

Fui almoçar com uma amiga da altura da universidade que já não via há 20 anos e quando nós explicamos numa hora e meia os últimos 20 anos, nós percebemos que é sempre assim. São períodos de altos e baixos. Nunca é uma coisa de dizermos, olha houve um período de 5 anos que foi sempre impecável, não. Mesmo num período de 1 ano a conversa é: estava no topo, depois estava cá em baixo, estava no topo depois estava cá em baixo e verificamos sempre a mesma coisa, quando estamos cá em baixo subimos sempre. Por isso quando estamos cá em baixo é preciso ter coragem, para lutar eacontecerá. Mas quando nós percebemos isto, preparamo-nos. Quando estamos lá em cima temos que preparar a empresa também para a queda. É importante ser clean, não termos custos que depois não conseguimos suportar, etc.

Por isso quando começamos a explicar desta forma aos empreendedores começa a haver uma certa lógica por trás, que não é só o que nos passaram. É preciso não gastar muito e ter uma elasticidade financeira para estes períodos, para os períodos de queda . Na tecnologia estamos sempre a tentar angariar clientes e a retê-los, mas é uma luta dura e quanto mais queremos uma subida exponencial, maior será a queda e maior o risco , porque não estamos a criar uma base e um utilizador está lá um dia e no outro dia já não está.

 

 

Uma dica para quem está a pensar candidatar-se ao Lisbon Challenge?

Primeiro é ser intelectualmente honesto consigo próprio, e perceber se tem um produto, se não tem um produto, se está pronto. Interagir connosco antes. É muito mais fácil entrar num programa de aceleração quando as pessoas são recomendadas ou nos conhecem. Na Beta-i é facílimo, todas as sextas-feiras temos aqui o Thanks God is Friday onde as pessoas podem vir e beber cerveja e falarem connosco, com toda a gente da equipa e por isso penso que as Startups fazem pouco isso;mas da mesma maneira que dizemos às pessoas que estão à procura de emprego, em vez de estarem a mandar 10.000 currículos e fazer o jogo dos números, é focar onde nós queremos e depois investir tempo em conhecer as pessoas, conversar com as pessoas, perceber o que estão a procurar do lado de lá, ter a honestidade de olhar e perceber que ainda não se está pronto, para perguntar sobre o que é que preciso fazer.

O próximo programa arranca em Setembro e vai ser ainda mais exigente e um bocadinho diferente também, por isso se começarem já a trabalhar connosco e se mostrarem obviamente que será  uma das formas mais fáceis de entrar no programa.

 

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

 

Uma dica para quem está a concurso e tão próximo do Demo Day?

Para nós o Demo Day não tem essa relevância, na atual edição. Porque nós mudamos um bocadinho esse foco. Da mesma forma que nesta edição pedimos às Startups que tivessem os seus objetivos de grosso modo bem traçados, nós também quisemos fazer o mesmo. Nós colocamos como nosso objetivo que todas as Startups estivessem investidas antes do Demo Day. Nunca tinha acontecido!

Normalmente era no Demo Day a sua apresentação. Neste programa decidimos colocar as Startups em contacto com os investidores desde o início, para irem criando uma relação com os investidores e na realidade temos já 2 equipas com promessa de investimento e ainda não chegamos ao Demo Day. Uma outra que entrou no Ycombinator em Janeiro e outros 2 que estão em conversas. Isso para mim, é a validação que esta estratégia funciona. Vão ter Demo Day, mas o Demo Day é mais uma validação, é quase um último dia em que eles apresentam, mas onde já conhecem os investidores. Não queremos que seja abordado como um espetáculo.

Ainda por cima o Demo-Day para nós é fechado, vêm investidores, não vem imprensa, não vêm amigos, são aquelas pessoas. Não vamos fazer espetáculo, já fizemos espetáculo no passado, mas este ano, nesta edição decidimos fazer uma coisa fechada e quando nós temos esta premissa founder-centered, há um conjunto de coisas que nós não podemos fazer para o bem do programa de aceleração, para o bem da Beta-i, e não para os founders. Desde o início nesta edição que não fazemos uma festa de abertura, que não estamos a anunciar, também paramos de escrever e anunciar quais eram as startups sortudas e por isso é um mindshift em termos de confiança, é tão importante nós escolhermos as startups, como as startups nos escolherem a nós. Em todos os contactos que tivemos nos mostramos em pé de igualdade,; para nós também é importante convencermos as startups a virem ao Lisbon Challenge. Dois deles estiveram quase para não participar.

 

 

Quais são as Apps de referência do Lisbon Challenge?

São várias e de formas diferentes. Temos a Moneytis que é uma equipa e que desde o início demostraram que são novos, são vários, uma equipa maior do que as outras mas altamente focada, depois têm aquela chiquinesse, que se esticam um bocadinho mas nós achamos piada. No dia-a-dia conseguiram ir ao Y combinator e isso não surpreende, porque temos visto o trabalho que eles têm feito aqui.

A Heptasense tem uma tecnologia fantástica, são focados e estão a entrar num mercado difícil.

A Housy, que quando mostram o seu produto, não se destacam, mas quando começam a falar com as fundadoras sobre ele, ficamos logo apaixonados.

Youdside que se sentem muito bem aqui e que querem ser uma empresa sustentável e percebem que este é o sítio certo e nós ajudamos a criar.

Wit que são dois, e que parece que se conhecem desde os 5 anos, mas só se conhecem há 4 meses com uma sincronia e que funcionam perfeitamente

Grande parte das equipas aqui têm potencial, mas a execução e a qualidade do produto é que vão ditar o sucesso. Um deles conseguiu o financiamento no Web Summit. Por isso se temos o foco, o produto e vamos atrás normalmente os resultados vêm. Nós nunca sabemos é quando e nunca é dentro dos nossos timings, se nós acho que vamos fechar isto em duas semanas ou três, vemos duplicar ou triplicar o tempo, mas depois de termos chegado lá, passado um ano ou dois, pensamos, é pá, afinal até foi rápido, por isso as expectativas muitas vezes estão mal dimensionadas, mas está mais nas mãos deles em execução do que no resto. Agora é ver se eles estão dispostos a executar e a acreditar que mais tarde ou mais cedo vai dar.

 

 

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 Fotografia Lais Pereira

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