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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

À conversa com #3: Beta-i (1ª Parte)

Em véspera de lançamento do Startup Guide Lisbon, retomo a conversa com Hugo Oliveira Media Relations & Business Development, e o Manuel Tanger: Co-founder & Head of Innovation da Beta-i que me receberam "em casa".

 

 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

 

 

Como é que tudo começou até chegarmos à atual Beta-i?

 

Na altura nasceram duas frentes a Beta-i e a Beta-e. A Beta-i como Beta incubators e a Beta-e para entrepreneurs, já lá vão 6 anos. O Pedro Rocha Vieira que é um super networker nessa altura liga-se a pessoas que estão interessadas em fazer 3 interesses em comum: incubadoras, programas de aceleradoração e espaços de CoWorking. Na altura havia a Ycombinator nos Estados Unidos, o Startup Bootcamp na Dinamarca e pouco mais. Entramos num mercado em que era complicado perceber a nossa atuação e explicar os modelos de negócio. Na altura era tudo novo. O que o Pedro fez e muito bem, foi juntar estas pessoas todas que tipicamente interessantes, interessadas e com motivação com outras coisas em paralelo e disse: “Não vamos estar a dividir esforços para coisas que são relativamente próximas, vamos fazer uma coisa única, que tem isto tudo.” A Beta-i tem os conceitos de Aceleração, incubação tem coworking. É então criado com esta nova inovação dos freelances e inclui startups. O que é que era uma startup na altura? … Conceito difícil de explicar… E então juntam-se todos e cria-se a Associação que é a Beta-i. A Beta-e que era um projeto desaparece e a Beta-i fica o grande unificador destes pontos todos. Ficou o i porque dá para imensas coisas, incubação, inovação, investimento… muitos dos conceitos Beta-i.

 

 

 

A ideia foi logo os programas de aceleração ou era a partilha das estruturas, dos recursos para um bem comum?

 

Os associados traziam todos inputs, não só eram interessados como eram profissionais que estavam integrados em grandes empresas. Ou já tinham criado as suas startups ou já tinham conhecimentos técnicos fortes. Todos eles conseguiram trazer ativos para a Beta-i. A ideia era fazer algo que tenha uma missão mas sendo uma associação não lucrativa a ideia nunca foi de início gerar muito dinheiro para os associados. Era um pet project, um bocadinho à startup, um pet project, ver se cresce e depois logo se vê. Foi tudo bom porque agora estamos na fase do logo se vê!

 

Consideramos cedo que um dos pontos mais impactantes do projeto era a aceleração. Nessa altura lançamos os Beta-Talks e o TEDx, o primeiro TEDx em Portugal. Estávamos numa fase de reconhecimento, e este tipo de eventos eram ótimos para identificarmos quem era quem. Quem eram os investidores, a cara das pessoas e quais os seus papeis.

 

A Beta-i tem programas de aceleração na cidade, nas empresas e muitos outros a decorrer em paralelo. Ajuda-se a descobrir as tendências, ver novas possibilidades fora do contexto da própria empresa e isso trás de facto inovação. Faz-se planificação e eventualmente chega-se às equipas técnicas. Aqui é ao contrário do tradicional, em que o informático está numa sala longe da realidade em que as coisas estão a acontecer. Aqui as equipas técnicas são as Startups que têm um know-how um bocadinho novo, no sentido que percebem do cliente, já têm um sentido de mercado são pessoas mais completas. São pessoas mais universais.

 

E eles, as pessoas que estão com o seu projeto têm muito isso, são eles que propõem as soluções, há um nível estratégico e sobe tudo na cadeia de relevância e isso é muito importante.

 

A Visão do informático atual é muito mais universalista, tem de ser um bocadinho designer, tem de perceber um bocadinho de usabilidade, tem de perceber tecnicamente, também tem de conhecer a relação com as pessoas. Tem de ser vendedor, têm que saber vender o seu produto. Portanto torna-se um autêntico canivete suíço, muita versatilidade. Têm de ter outras competências que antes não tinham.

 

 

 

 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

 

 

E o Lisbon Challenge, depois de tantas edições, esta é apenas mais uma?

 

O Lisbon Challenge é sem dúvida o nosso programa acelerador de bandeira e é de onde derivam os outros. Nós fazemos os Corporate, mas esses derivam de uma base muito sólida que é o Lisboa Challenge. Em cada Challenge nós temos cerca de 500 candidaturas, por isso temos uma base de alumni instalada. Temos uma base gigante de startups que vamos convidando a participar nos outros programas. Há sempre uma seleção, mas tudo o que são inovações de processo, começam no Lisboa Challenge e depois transitam para os outros programas. É o nosso programa mais avançado, o programa 100% Beta-i, os outros têm uma mistura e é um programa que não está limitado nem por industria, nem por tecnologia, nem por tema. É a nossa bandeira, continua a ser e a inspiração dos outros programas que fazemos.

 

Coisas curiosas, no primeiro Lisbon Challenge de todos tinha 75 Startups. Nós tínhamos começamos com um prémio de 250.000 €, rapidamente reduzimos para 20. Vimos que 75 Startups para dar apoio e estar com elas, uma a uma, é muito difícil. E hoje em dia vemos, num programa de 20 ou 15 o número de startups ideal.

 

 

 

Quais são as novas tendências para Apps?

 

As Apps que eram tipicamente de informação: recolha e disponibilização de informação, sem inteligência, o seu tempo já passou. Agora ou têm de ter componentes de inteligência artificial, ou muito ligado a sensorização. Um dos exemplos é Ectosense que é uma startup com uma App que é a Medical sense que ajuda a diagnosticar a apneia do sono, que é muito difícil de diagnosticar e é caríssimo. A única maneira de diagnosticar a apneia do sono é em sessões no Hospital. Com esta solução as pessoas para utilizaram a App durante uma semana, não têm de ter um quarto reservado num hospital, mantêm o conforto de estar na sua casa, sai muito mais barato para o país e no final dessa semana os médicos têm os dados todos que necessitam para diagnosticar.

 

Tendencias do momento: Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Sensores, Inteligência e os Bots é outra tendência relevante, para tarefas repetitivas. Tratamento automático das coisas, indústria 4.0.

 

Indústrias: Helth, Wellness, está a rebentar exatamente por causa dos sensores, que são cada vez mais leves, juntar este tipo de dados e combinar isto tudo, ainda está numa fase crescente e cheia de possibilidades para o que pode acontecer. Internet of Things (IoT), digitalização do processo industrial muito grande. Esse também é um tema muito quente e as Startups estão a entrar em força.

 

O Turismo é um foco forte. Pagamentos digitais, moedas virtuais. Uma ex startup de sucesso é sem dúvida a SIBS em Portugal.

 

Uma trend que consideremos que está a aumentar, a ligação máquina-homem: ou one hand bubble, faz uma coisa muito gira que é, primeiro a máquina e depois o homem a traduzir. E esta junção de valências de robotização associada a valências humanas, mas só naquilo que é importante, acho que também é uma tendência que vai estar aí muito interessante. Como por exemplo fazer uma pesquisa de 100 lugares de interesse para uma pessoa e depois de ter os 100 locais, a pessoa filtra 20. A pessoa é que escolhe, mas a lista dos 100 já não a teve de criar, porque havia 5000 locais na Base de dados.

 

 

 

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  Fotografia Andreia Trindade

 

(continua)

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