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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

App: Startup Guide Maps

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Se alguém vos contactar no sentido de obterem informações sobre quem, como e onde criar uma Startup em Portugal, aqui pode estar uma base sólida para uma boa resposta.


 


Há cerca de um mês foi lançado o Startup Guide Lisbon, que tem como objetivo dar a conhecer os principais intervenientes do ambiente de Startups em Lisboa. Esta informação, assim como as de outras cidades do mundo, foi agora também divulgado através desta App gratuita.


 


Nesta App através da navegação pelo mapa da cidade podem identificar as:



  • Incubadoras;

  • Espaços de Co-Working;

  • Aceleradores;

  • Cafés.


 


Que se encontram no livro Startup Guide. Até agora encontra-se disponível para: Berlim, Lisboa, Copenhaga, Oslo, Estocolmo e Aarhus.


 


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A Sissel Hansen, uma das co-fundadoras do Startup Guide está durante os dias do Web Summit em Lisboa. Conhece bem a cidade. Tem uma visão de tudo o que se está a passar em termos de ecossistema de Startups em Lisboa e das muitas cidades onde já desenvolveu o Startup Guide. Pondera fazer um Startup Guide Porto e/ou Braga.


 


Sobre as Startups portuguesas de Apps deixa uma dica: que se dediquem a soluções globais, que possam escalar para qualquer mercado. Sendo nós um ecossistema que se compôs em torno do Turismo, após a crise de 2012, muitas das nossas Startups de Apps são focadas neste que tem sido o sector onde temos conseguido maior sucesso.


 


Sobre o estado de maturidade, refere que é ainda muito recente e que startups de sucesso virão com toda a certeza vir investir em novas Startups e que assim o investimento passará também a ser interno. É esta a sua visão.


 


Do que mais gosta em Lisboa é da possibilidade de viver a vida para além da rotina casa-trabalho que a cidade oferece. A magia e o estado de graça da cidade tem quanto a ela muito a ver com este potencial de ter experiências e usufruir da vida, na mesma cidade onde se trabalha.


 


Hoje que foi a abertura oficial do Web Summit, caso tenham alguém a fazer perguntas sobre o nosso ecossistema, a minha sugestão é que lhe indiquem esta App, para além de todos os bons conselhos que possam dar.


 

Sobre a release party do Startup Guide Lisbon

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"This place is magical" foi a frase com que a Sissel Hansen, fundadora do Startup Guide, encantou todos os que estavamos na Sala. Ela que coloca de pé o livro que resume o ecossistema de startups em tantas cidades do mundo e isso é música para os nossos ouvidos.


 


Tendo como palco o Teatro São Luíz. um local lindíssimo, se é mesmo verdade que as próximas Rock-Stars são os empreendedores, foi o local perfeito para ouvir de mais do que um estrangeiro falar bem da nossa cidade e do nosso país.


 


É verdade que temos bom tempo, bom feeling, a "eletricidade" de que falavam e que todos sentimos, mas a verdade também é que as Startups de todo o país, em Lisboa, vão ter de fazer acontecer.


 


Porque têm a pressão de dar as cartas, mas porque também estão a jogar forte nas suas vidas. Porque muitas das empresas que "estão em jogo" não estão fisicamente sediadas em Lisboa e por isso têm custo de transporte, de deslocação e de presença. Cada dia em presença em Lisboa, é muitas vezes um dia em que não se desenvolve produto... e sabem que mais, estão à rasca, porque querem mesmo fazer acontecer!


 


É tão bom estar orgulhoso de tudo o que está a acontecer, é tão bom ver a criatividade estar a subir a rodos no mundo tecnológico aqui, onde estamos, está a ser espetacular. Mas, pondo os pés na terra e falando com algumas das 66 eleitas, percebemos que estão com os pés no chão e que em muitas daquelas vidas à o salto de fé de quem vai mesmo ter de fazer acontecer e isso emociona-me até ás entranhas. É preciso coragem, está a ser um investimento nas várias àreas das suas vidas.


 


Emociona-me ver as incubadoras a dar suporte às startups que ajudaram desde que nasceram e que essas incubadoras sonham ajudar a que estas pequenas startups venham a ser o nosso orgulho, empresas unicórnio. As incubadoras estão orgulhosas do que estão a ajudar a construir. 


 


A todas as pessoas que estão a apostar as suas vidas nos seus projetos em startups, quem realmente está a fazer acontecer todo este movimento, merecem todo o meu respeito. Vocês são mesmo o mais importante em Portugal sobre o que será o sucesso do WebSummit. É este o movimento que conta e eu como Portuguesa o que sinto é orgulho!

À conversa com #3: Beta-i (1ª Parte)

Em véspera de lançamento do Startup Guide Lisbon, retomo a conversa com Hugo Oliveira Media Relations & Business Development, e o Manuel Tanger: Co-founder & Head of Innovation da Beta-i que me receberam "em casa".

 

 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

 

 

Como é que tudo começou até chegarmos à atual Beta-i?

 

Na altura nasceram duas frentes a Beta-i e a Beta-e. A Beta-i como Beta incubators e a Beta-e para entrepreneurs, já lá vão 6 anos. O Pedro Rocha Vieira que é um super networker nessa altura liga-se a pessoas que estão interessadas em fazer 3 interesses em comum: incubadoras, programas de aceleradoração e espaços de CoWorking. Na altura havia a Ycombinator nos Estados Unidos, o Startup Bootcamp na Dinamarca e pouco mais. Entramos num mercado em que era complicado perceber a nossa atuação e explicar os modelos de negócio. Na altura era tudo novo. O que o Pedro fez e muito bem, foi juntar estas pessoas todas que tipicamente interessantes, interessadas e com motivação com outras coisas em paralelo e disse: “Não vamos estar a dividir esforços para coisas que são relativamente próximas, vamos fazer uma coisa única, que tem isto tudo.” A Beta-i tem os conceitos de Aceleração, incubação tem coworking. É então criado com esta nova inovação dos freelances e inclui startups. O que é que era uma startup na altura? … Conceito difícil de explicar… E então juntam-se todos e cria-se a Associação que é a Beta-i. A Beta-e que era um projeto desaparece e a Beta-i fica o grande unificador destes pontos todos. Ficou o i porque dá para imensas coisas, incubação, inovação, investimento… muitos dos conceitos Beta-i.

 

 

 

A ideia foi logo os programas de aceleração ou era a partilha das estruturas, dos recursos para um bem comum?

 

Os associados traziam todos inputs, não só eram interessados como eram profissionais que estavam integrados em grandes empresas. Ou já tinham criado as suas startups ou já tinham conhecimentos técnicos fortes. Todos eles conseguiram trazer ativos para a Beta-i. A ideia era fazer algo que tenha uma missão mas sendo uma associação não lucrativa a ideia nunca foi de início gerar muito dinheiro para os associados. Era um pet project, um bocadinho à startup, um pet project, ver se cresce e depois logo se vê. Foi tudo bom porque agora estamos na fase do logo se vê!

 

Consideramos cedo que um dos pontos mais impactantes do projeto era a aceleração. Nessa altura lançamos os Beta-Talks e o TEDx, o primeiro TEDx em Portugal. Estávamos numa fase de reconhecimento, e este tipo de eventos eram ótimos para identificarmos quem era quem. Quem eram os investidores, a cara das pessoas e quais os seus papeis.

 

A Beta-i tem programas de aceleração na cidade, nas empresas e muitos outros a decorrer em paralelo. Ajuda-se a descobrir as tendências, ver novas possibilidades fora do contexto da própria empresa e isso trás de facto inovação. Faz-se planificação e eventualmente chega-se às equipas técnicas. Aqui é ao contrário do tradicional, em que o informático está numa sala longe da realidade em que as coisas estão a acontecer. Aqui as equipas técnicas são as Startups que têm um know-how um bocadinho novo, no sentido que percebem do cliente, já têm um sentido de mercado são pessoas mais completas. São pessoas mais universais.

 

E eles, as pessoas que estão com o seu projeto têm muito isso, são eles que propõem as soluções, há um nível estratégico e sobe tudo na cadeia de relevância e isso é muito importante.

 

A Visão do informático atual é muito mais universalista, tem de ser um bocadinho designer, tem de perceber um bocadinho de usabilidade, tem de perceber tecnicamente, também tem de conhecer a relação com as pessoas. Tem de ser vendedor, têm que saber vender o seu produto. Portanto torna-se um autêntico canivete suíço, muita versatilidade. Têm de ter outras competências que antes não tinham.

 

 

 

 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

 

 

E o Lisbon Challenge, depois de tantas edições, esta é apenas mais uma?

 

O Lisbon Challenge é sem dúvida o nosso programa acelerador de bandeira e é de onde derivam os outros. Nós fazemos os Corporate, mas esses derivam de uma base muito sólida que é o Lisboa Challenge. Em cada Challenge nós temos cerca de 500 candidaturas, por isso temos uma base de alumni instalada. Temos uma base gigante de startups que vamos convidando a participar nos outros programas. Há sempre uma seleção, mas tudo o que são inovações de processo, começam no Lisboa Challenge e depois transitam para os outros programas. É o nosso programa mais avançado, o programa 100% Beta-i, os outros têm uma mistura e é um programa que não está limitado nem por industria, nem por tecnologia, nem por tema. É a nossa bandeira, continua a ser e a inspiração dos outros programas que fazemos.

 

Coisas curiosas, no primeiro Lisbon Challenge de todos tinha 75 Startups. Nós tínhamos começamos com um prémio de 250.000 €, rapidamente reduzimos para 20. Vimos que 75 Startups para dar apoio e estar com elas, uma a uma, é muito difícil. E hoje em dia vemos, num programa de 20 ou 15 o número de startups ideal.

 

 

 

Quais são as novas tendências para Apps?

 

As Apps que eram tipicamente de informação: recolha e disponibilização de informação, sem inteligência, o seu tempo já passou. Agora ou têm de ter componentes de inteligência artificial, ou muito ligado a sensorização. Um dos exemplos é Ectosense que é uma startup com uma App que é a Medical sense que ajuda a diagnosticar a apneia do sono, que é muito difícil de diagnosticar e é caríssimo. A única maneira de diagnosticar a apneia do sono é em sessões no Hospital. Com esta solução as pessoas para utilizaram a App durante uma semana, não têm de ter um quarto reservado num hospital, mantêm o conforto de estar na sua casa, sai muito mais barato para o país e no final dessa semana os médicos têm os dados todos que necessitam para diagnosticar.

 

Tendencias do momento: Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Sensores, Inteligência e os Bots é outra tendência relevante, para tarefas repetitivas. Tratamento automático das coisas, indústria 4.0.

 

Indústrias: Helth, Wellness, está a rebentar exatamente por causa dos sensores, que são cada vez mais leves, juntar este tipo de dados e combinar isto tudo, ainda está numa fase crescente e cheia de possibilidades para o que pode acontecer. Internet of Things (IoT), digitalização do processo industrial muito grande. Esse também é um tema muito quente e as Startups estão a entrar em força.

 

O Turismo é um foco forte. Pagamentos digitais, moedas virtuais. Uma ex startup de sucesso é sem dúvida a SIBS em Portugal.

 

Uma trend que consideremos que está a aumentar, a ligação máquina-homem: ou one hand bubble, faz uma coisa muito gira que é, primeiro a máquina e depois o homem a traduzir. E esta junção de valências de robotização associada a valências humanas, mas só naquilo que é importante, acho que também é uma tendência que vai estar aí muito interessante. Como por exemplo fazer uma pesquisa de 100 lugares de interesse para uma pessoa e depois de ter os 100 locais, a pessoa filtra 20. A pessoa é que escolhe, mas a lista dos 100 já não a teve de criar, porque havia 5000 locais na Base de dados.

 

 

 

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  Fotografia Andreia Trindade

 

(continua)

StartUp Guide Lisbon

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"A primeira novidade é, nós vamos lançar em Lisboa o Livro: Start Up Guide Lisbon" assim começou a minha conversa na Beta-i. O StartUp Guide Lisbon é um guia internacional que cada cidade faz para o ecosistema de StartUps, a Beta-i foi desafiada a fazer o de Lisboa, com o patrocinio da Microsoft, da SAP e da Câmara Municipal de Lisboa.


 


O Guia dá a conhecer quem é quem na cidade, as StartUps mais influentes, como encontrar espaços para Co-Working, como é que se podem encontrar projetos de acelaração, para que quem chega de novo a Lisboa com a idea para uma StartUp, ter de alguma forma um guia e ter um inicio um pouco mais facilitado.


 


Para quem está interessado pode adquirir aqui. O Lançamento irá ocorrer no dia 29 de Setembro às 18:00h, pelo Presidente da Câmara de Lisboa.


 


Este foi apenas o inicio da minha conversa com a Beta-i, grande conhecida de muitas StartUps nacionais e internacionais, onde se têm desenvolvido e dados os primeiros passos. 


 


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 Para quem já tem a ideia da sua vida na cabeça e precisa de ajuda para implementar, por agora fiquem com duas dicas: StartUp Guide Lisbon e Beta-i.


 

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