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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

E Conselhos para Startups?

E quando pensamos que tivemos a ideia da nossa vida e não a queremos dar a ninguém, o melhor é ouvir os conselhos de quem já fez caminho no mesmo local.

 

Seguem os conselhos que a Equipa do Pensamento Folha recolheu na Web Summit e que valem a pena.

 

 

* Video disponível no canal de youtube e página de facebook do Pensamento Folha

 

(Não se esqueçam de subscreverem o canal e fazer like na página de facebook do Pensamento Folha)

 

 

Web Summit visto de fora

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E o Web Summit está aí. A minha visão.

 

  • O Paddy Cosgrave, co-fundador da Web Summit a ser recebido em Portugal como nenhum português seria. Nem o nosso Cristiano Ronaldo. Santos da casa não fazem milagre, mas os portugueses sabem receber quem vem por bem. 

 

  • Os robots já falam e daqui a nada ainda nos cruzamos com eles. Isto está a trazer um misto de curiosidade com medo do futuro no mundo do trabalho, mas também na sociedade em geral.

 

  • Toda a gente vem a Lisboa para ver o Web Summit. Nós somos o melhor país do mundo porque temos sol, boa comida, recursos e talentos de alta qualidade a preços muito mais baixos do que na maioria das capitais europeias. (O que significa que somos pobres e que estamos a ser mal pagos, pelo que é um elogio com um travo amargo) Mas bem, somos simpáticos e fazemos sentir toda a gente como se estivessem em casa... Não sabemos ser de outra maneira, é um facto!

 

  • A Uber quer fazer parte do mercado do transporte aéreo, eu por mim tudo bem, mas acho que aqui para Lisboa é capaz de não valer a pena, que isto a bem da verdade é tudo próximo!

 

  • A Web Summit reforça-se como o evento tecnologico e do estado da arte da tecnologia no mundo, aqui em Lisboa. Todas as empresas de referência estão presentes e querem participar. Lisboa assume-se como o melhor palco da Europa para este tipo de eventos.

 

  • Melhor site para seguir o evento Eco.pt. Sem dúvida a equipa vencedora, depois de muitos terem tentado alguém persistiu e venceu. Para quem queira mesmo seguir o evento live, é apenas necessário aceder ao site da Web Summit.

 

O que gostaria de ver? Depois de muito pensar e sendo muito tendenciosa, gostaria mesmo muito que houvesse um palco só para as StartUps portuguesas. Ok, não é o objetivo. Mas de acordo com todas as mensagens transmitidas no evento, somos livres de sonhar.

 

* Fotografia Andreia Trindade

Mulheres Empreendedoras

Na página do Facebook a Web Summit surgiu ontem o pedido de indicarem mulheres empreendedoras, que estejam em Lisboa e que consideram que são de conhecer, podendo não ser da área tecnológica.

 

Desta lista saíram convites para Pequeno almoço com o Fundador da Web Summit Paddy Cosgrave.

 

Se são, se conhecem, se gostavam de ter esta oportunidade, basta clickar aqui e colocar o nome da eleita.

 

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Fotografia Andreia Trindade

 

À conversa com #10: Miguel Fontes da Startup Lisboa

A Startup Lisboa faz hoje 5 anos e Miguel Fontes, Diretor Executivo da Startup Lisboa esteve à conversa comigo sobre a sua missão, o projeto do Hub Criativo do Beato e a Web Summit. Fui recebida como quem é recebido na casa de um amigo e acredito mesmo que este é um dos factores críticos de sucesso da Startup Lisboa. Muitos Parabéns!

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

Qual é a maior missão da Startup Lisboa?

Nós somos uma incubadora de empresas. A Startup Lisboa nasceu (nascemos) há 5 anos, no dia 2 de fevereiro e a nossa missão é precisamente essa: incubar os projetos empresariais com características de startup numa fase sempre muito inicial e ajudar os seus empreendedores, os seus promotores a fazerem crescer e escalar os seus negócios. Esta é a nossa missão para a nossa comunidade interna. Concomitantemente a esta temos uma missão maior no sentido de mais aberta e abrangente, que é ajudarmos a desenvolver todo o ecossistema empreendedor nomeadamente em Lisboa, atendendo à natureza mais institucional da Startup Lisboa e ao seu perfil de ter como fundadores o próprio município de Lisboa, o IAPMEI, o Montepio Geral. Não entendemos a nossa missão no sentido de se esgotar naquilo que nós fazemos, mas também em ajudar a desenvolver o ecossistema no seu todo.

 

Sobretudo na altura do Web Summit falou-se muito do Hub Criativo do Beato, como é que a Startup Lisboa se cumpre na criação deste projeto?

Eu diria que é um novo ciclo, uma nova fase e cumpre-se precisamente aumentando o sentindo da sua missão, para podermos ajudar a desenvolver o ecossistema empreendedor de Lisboa. O Beato é um novo Hub empreendedor e criativo da cidade onde o que impera sejam ideias de inovação e o que se pretende, o que a cidade quer e incumbiu a Startup Lisboa de promover e desenvolver é um conceito que funciona como um agregador do que mais inovador esteja a acontecer no mundo em diferentes áreas. Na área do empreendedorismo, na área das indústrias criativas, na área das Scale Ups (aquelas que já foram Startups e que já não são) e também trazer para o Beato também projetos na área de I&D (Investigação e Desenvolvimento). A ideia é que diferentes grupos de pessoas coabitem no mesmo espaço que é enorme. O Beato estamos a falar de um espaço de uma área de 20 edifícios mais uma área de 35 mil metros quadrados. Vai ter obviamente muitos espaços comuns, muitos serviços comuns. O papel da Startup Lisboa é desenvolver o conceito, e ajudar a cidade a criar essa realidade aí. Não queremos que o Beato substitua aquilo que já existe na cidade, a ideia não é abafar o que existe nem fazer deslocalizar para o Beato aquilo que hoje já existe na cidade, é que o Beato permita identificar boas práticas, nomeadamente algumas delas internacionais e convidar a que players de todo o mundo venham e se instalem em Lisboa. A ideia é que novas incubadoras possam aparecer, que novos espaços de co-working possam aparecer, que novas empresas possam aparecer e assim sucessivamente. Claro que a Startup Lisboa enquanto tal, irá ter uma presença sua forte no Beato, porque vai ser a entidade dinamizadora do espaço, mas é isso. Ainda está numa fase muito inicial, é um projeto com uma enorme ambição e para a Startup Lisboa representa quase uma refundação dos seus propósitos, tal é a dimensão deste objetivo.

 

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  Fotografia Lais Pereira

 

E como é que está a correr o projeto?

Ainda estamos na fase de pensar projeto, o masterplan do espaço, de identificar… vamos lá ver nós estamos a tratar de uma operação grande e complexa, nós estamos a falar de uma cedência de uma propriedade que pertencia ao Estado Português, por um período de 50 anos. Agora a Câmara Municipal de Lisboa ainda está ela a estudar como é que vai desenvolver o projeto em termos dos seus mecanismos mais contratuais e de modelo de exploração. Ainda são temas que estão a ser estudadas e equacionados. A nós o que nos foi pedido foi a visão daquele espaço, o que é que poderá ser. E é nisso que nós estamos concentrados. Depois de tudo isso estar, é óbvio que vamos ter de partir para uma fase de obras, de projetos.

 

Quando é que isso se irá operacionalizar?

Essa é a pergunta para 1 milhã de dólares, mas ainda não lhe sei responder. Manifestamente este ano iremos começar sendo que a ideia, o modelo que está sobre a mesa é que muito daquele investimento seja suportado diretamente pelos investidores privados, ou seja por aqueles que vão ocupar o espaço, que vão desenhar às suas necessidades e à sua imagem, serão também eles a suportar investimento diretamente, tendo obviamente a possibilidade de amortizar esse investimento no valor das rendas que terão de pagar, de alguma maneira, pela utilização do espaço. Este é o modelo, mas como lhe digo já há muito trabalho desenvolvido. Ninguém podia esperar que um projeto cuja transferência de propriedade foi assinada em junho de 2016, com tudo o que aconteceu o Verão o Web Summit e por aí a fora. É um projeto que nesta fase mais conceptual então exige muito e está a ser devidamente pensado e dimensionado.

 

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 Fotografia Lais Pereira

 

Quando é que entram os primeiros inquilinos?

Não sabemos. Já existem algumas entidades, pessoas que fizeram manifestações de interesse em assumir, na ignorância de toda esta mecânica. O único que posso anunciar já, porque já foi anunciado, é a própria Web Summit que disse que ia abrir escritórios pela primeira vez fora de Dublin, esses escritórios vão ser abertos em Lisboa e foram convidados pelo Presidente da Câmara de Lisboa e aceitaram em instalar-se no espaço do Hub Criativo do Beato. Não sabemos quando, nem onde em concreto.

 

Isso quer dizer que a Web Summit como escritório em Portugal só será uma realidade quando o projeto estiver concretizado?

Não, acho que não é uma questão. Não lhe sei responder concretamente mas acho que essa é uma questão da Web Summit. Obviamente até haver a possibilidade de se instalarem aí, haverá sempre soluções de transição, alternativas. Julgo que de uma situação não depende a outra.

É bom que se tenha saiba que foi o facto de a Web Summit vir para Portugal que levou a Câmara Municipal de Lisboa a pensar em ceder aquele espaço ao Projeto e que foi assim que surgiu o Hub Criativo do Beato. Sobre a lógica de beneficiar do efeito da Web Summit no tempo.

 

Qual pensa ser o maior desafio do ecossistema de startups em Lisboa?

Eu julgo que é o do crescimento. É a fase da maturidade agora. Isto é tudo muito novo, Lisboa fez um trabalho espetacular: o ecossistema que criou. Incubadoras, co-works, investidores, fab labs, tudo isto que nós chamamos ecossistema, toda a gente julgo que tem dado um contributo muito relevante. Foi isso que permitiu Lisboa chegar ao patamar em que já está, um patamar que gera enorme curiosidade internacional, em que alguns se atrevem a dizer na imprensa internacional que Lisboa “is the next Berlin” ou que “é São Francisco na Europa” e Lisboa e bem, penso que tem vindo a trabalhar numa identidade, a dizer que Lisboa é Lisboa não queremos copiar ninguém, mas são trends muito favoráveis.

 

Como é que as Startups usufruíram da Web Summit em Portugal?

Todas são unanimes em dizer que cresceram. Cresceram em número de visitas no caso de negócios baseados na web ou app mobile, oportunidades de negócio, depende do modelo de cada um. Cresceram as possibilidades de acesso a investidores, networking que aumentou, número de relações com parceiros de negócio, a base de clientes e isso é completamente inquestionável.

 

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Fotografia Lais Pereira 

 

Quais são as Apps que utiliza regularmente?

Todas as ferramentas de trabalho como o mail, as colaborativas (instagram e facebook, twiter, messanger e whatapp, linkedin) a e-park, as Apps de comunicação social quase todas, nacionais e internacionais, o booking, a uber, homebanking

À Conversa #7: Bondlayer

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Sérgio Oliveira é um dos co-fundadores da Bondlayer, é o responsável pela parte da tecnologia e embarcou na aventura de criar um produto que num único ambiente, acedido a partir da cloud permite criar Apps e Websites de uma forma simples e rápido. Estivemos à conversa Web Summit a perceber o contexto da ideia e a conhecer o produto. Vale a pena.

 

Porquê o nome Bondlayer?

Chama-se Bondlayer porque se trata de um produto que une camadas: os dados e a camada visual numa única plataforma.

 

Onde é que se encontram?

Estamos no Porto, nos Maus Hábitos, que é uma venue, estamos no backstage. Estamos muito próximos da cultura. Estamos a participar nos lançamentos culturais, pela proximidade que temos. Este tipo de projetos puxa por nós, porque a relação com a cultura tipicamente é exigente para os designers e é aí que nos estamos a focar na Arte e Entretenimento.

 

Como é que se conheceram, os fundadores da Bondlayer?

Os fundadores conheceram-se na Nos. O Pedro Moreira da Silva era nosso cliente, nós fornecíamos Apps à Nos e ele era o Gestor de Produto da ativação da marca da Nos. O Pedro também tem uma empresa de investimento. Ele via a rapidez com que nós desenvolvíamos Apps e Websites, que era muito mais rápido do que a concorrência a um preço muito inferior e ficou interessado. Depois como tem essa empresa de investimento contactou-nos à parte e quis saber o que estava por trás daquelas entregas rápidas e a baixo custo e quis perceber se era possível transformar num produto e é isso que temos estado a fazer no último ano. É transformar uma tecnologia que já existia mas que só eu enquanto engenheiro é que podia operar e transformar num produto comercializável. Criamos então uma ferramenta visual de utilização simples.

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

Alguns exemplos da utilização do vosso produto?

O Nos Primavera sound ou o Nos em d'bandada e a App mais recente Fórum do Futuro. Trabalhamos com estúdios de design como R2Design e Pacifica, que têm clientes com notoriedade que estão a também a utilizar o nosso produto.

 

O que esteve na génese da criação?

Nós eramos uma agencia de devensolvimento e agora decidimos transformar uma das nossas dores que era desenvolvimento rápido de aplicações com um design customizado e com base de dados customizada e transformar isso num produto que todos possam tirar partido e possam usar para criar Apps e websites.

 

Como definem o vosso produto?

O nosso produto de forma muito simplificada, é uma espécie de powerpoint que funciona na cloud. Podem encontrar o produto no nosso site www.bondlayer.com lá podem desenhar a vossa App e o vosso website. Especificam que tipo de requisitos é que tem, se é um blog, se é um site noticioso, se é um festival. Dizem que tipo de modelo de dados é que esse negócio tem e depois fazem o layout. Tudo isto é feito dentro do nosso produto.

 

Quem utiliza o vosso produto?

Neste momento o público alvo são os designers: estamos a focar a ferramenta em designers onde eles podem utilizar e aproveitar conceitos de webdesign e aplicálos aqui na ferramenta.

A ferramenta tem painéis que permite alterar propriedades visuais dos elementos com base em CSS, que é a linguagem web para manipulação de visual design, mas não têm especificamente de saber CSS, porque basicamente têm de especificar o tamanho, as cores a tipografia, as formas e é gerado o design que o designer pretende.

 

Eis um produto de desenvolvimento rápido de Apps e Websites. Caso queiras experimentar, contactei a Bondlayer, tenho a certeza que vão arranjar uma forma de verem o produto para experimentar.

 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

Knok fechou ronda de financiamento

Foi com grande alegria que recebi a notícia em primeira mão, a Knok fechou a sua primeira ronda de investimento no valor de 300 mil libras.

 

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Fotografia Andreia Trindade

 

A Knok fechou este o investimento durante os dias do Web Summit e foi nessa altura que anunciou, algo que tinham vindo a preparar há algum tempo.

 

A Knok considera que o seu parceiro mustard seed impact é o certo para em acordo abordarem o mercado como pretendem, aumentando de forma sustentada e ao alcance de todos os cidadãos, melhorar o serviço de cuidados de saúde primária em Portugal.

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

A Knok pretende com este financiamento expandir os seus serviços a mais cidades e desenvolver a solução para Android.

 

Tendo a Knok definido como objetivo a internacionalização, é com toda a certeza um passo forte nesse sentido.

 

A toda a equipa o que desejo é, sucesso e que continuem o bom trabalho.

Web Summit, o que nos mostrou?

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 Fotografia Andreia Trindade

 

O Web Summit mostrou que o Mundo está mesmo a mudar. Porque com a quantidade de mentes criativas que estão a investir o seu tempo de vida e reinventar tudo o que já está criado e a criar toda uma nova realidade não explorada, faz-me crer que está mesmo tudo a transitar para uma nova era.

 

Acabaram-se as ilusões, pouco ou nada sabia do tudo o que se está a passar. O Web Summit serviu para isso, para me atualizar e integrar nesta nova dimensão. No que está a ser feito.

 

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  Fotografia Andreia Trindade

 

Tomar consciência que há novas gerações conscientes que o seu tempo de vida é curto demais e que a rede de segurança é escassa! Que é preciso criar, fazer acontecer e capacidade de imaginar em novas áreas, sectores e modelos de negócio e atuar, para que esta vida valha a pena.

 

Há a malta que faz acontecer desde cedo e como a incerteza é garantida, o melhor é jogar tempo de vida para ver o que vai acontecer.

 

E a quem tenha vivido uma de responsabilidade e que quer criar um plano B, gerar uma ideia que seja a sua cara, o seu modo de vida, a sua marca na vida.

 

Vi projetos brilhantes, socialmente integradores, pensados a uma escala global. Mais ou menos desenvolvidos, todos com um sentido de evolução com um enorme potencial.

 

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Fotografia Andreia Trindade

 

Esta é a geração da flexibilidade, que não se agarra ao que está criado. Tem menos fronteiras, aguenta pouco a autoridade e acelera muita a pensar. Vivem nas suas bolhas, mais ou menos centrados na realidade que lhes convém criar. Mas ultrapassam o medo e empenham-se em criar.

 

Poucas amarras, pouca rede, muita net e muita criação.

 

O que eu levo do web summit? Que temos de fazer o que gostamos e não brincar com o tempo que cá andamos.

 

 

 

O ambiente do Web Summit

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  Fotografia Andreia Trindade

 

A pergunta que mais me têm feito é: Qual é o ambiente que se vive no Web Summit?

 

Após um período de reflexão para encontrar analogias e elejo o Inter-Rail. Este período que se está a viver em Lisboa, é um período de entrosamento entre as várias pessoas, que abordamos em Inglês com a maior das calmas e com grande abertura. Tal como num inter-rail não se sente o medo das pessoas desconhecidas, nem de maus modos, nem o recado de quem não nos devemos meter com os outros. Outra similaridade é que quando estamos a assistir aos pitches e vemos que quem está em palco é um Português torcemos com mais força, em modo aproximado à torcida pela Seleção Nacional.

 

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 Fotografia Andreia Trindade

 

Neste Inter-rail assistimos a espetáculos que escolhemos com cuidado e contactamos pessoas que queremos conhecer, por uma clara declaração de interesses. Porque o produto nos interessa, porque conhecemos a startups pelos media e não queremos perder a oportunidade, porque queremos estar presentes e contribuir de alguma forma para o sucesso, o nosso e o dos outros.

 

Para além deste contexto hoje, com o tema das eleições dos Estados Unidos da América o ambiente alterou, sem perder a abertura. Falou-se em palco, na sala de imprensa (Media Village) e nos bancos dos vários spots de comida do que isto pode significar para todos. A mensagem que fica é de esperança e de que esse sentimento prevaleça sobre o medo. A esperança que as minorias se unam por necessidade, por respeito, por unidade e a perceção de que de alguma forma todos fazemos parte de uma minoria.

 

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Fotografia Andreia Trindade

 

E a tecnologia? Pois é, num cenário de uma Lisboa sempre multi-cultural, a passar uma mensagem de abertura ao mundo, penso que estamos a fazer o nosso trabalho, também no que toca à tecnologia. Atrevo-me a dizer que estamos com projetos muito bons, a par com várias empresas internacionais.

 

O meu Top 3 de temas de interesse muito bem representadas: Realidade Virtual, IoT (Internet of Things) e Data Science. Uma presença de opções de carros elétricos apelativa. Sectores em destaque: FinTech, Energia e Saúde.

 

O ambiente à noite é de festa descontraída, sem lugar a cerimónias. Entre o Bairro Alto e o Cais do Sodré. A adaptação ao modo de vida português é fácil e muito acessível. Gostam da comida, do tempo e dos horários dos bares.

 

No meu ponto de vista, o Web Summit em Lisboa, está a ser um sucesso. 

 

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 Fotografia Andreia Trindade

The Jouney to Web Summit

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Desde que me candidatei a ganhar o Media Pass do Web Summit, o número de coisas que coloquei em causa não parou de aumentar:

  • Se o blog deve ser em português ou não;
  • Se o nome do blog se deve manter;
  • Se devo escrever apenas sobre Apps ou também sobre Startups que não têm Apps...

 

Já conheci várias pessoas com interesse, já aprendi a valer.

 

Já me enturmei com programas, incubadoras, aceleradores, espaços de co-work que até há pouco tempo nem sabia muito bem o que vinham a ser.

 

Já me apaixonei por projetos, já pedi ajuda para fazer coisas acontecer.

 

Já ajudei quem está a chegar, quem quer o meu ponto de vista e os que estão a pensar vir ao Web Summit e ficar...  

 

Todo o tempo é pouco para acompanhar o que está a acontecer, perceber todos os encontros que estão marcados para estes dias para além da conferência e o potencial que podem trazer.

 

Colocarmo-nos em causa, ganhar perspetiva e ao mesmo tempo avançar... esse tem sido o meu caminho para o Web Summit.

 

Usufruir vai ser, como é muitas vezes, a postura que vou ter. A esta altura tenho algumas conversas apalavradas e poucas entrevistas marcadas. Mas sabem que mais... Aproveitar vai ser o melhor que me vai acontecer.

 

Por isso, vou aqui fazer o apanhado das empresas das Apps com quem quero falar e Até Já!

 

Caso queiram falar comigo, só têm de se apresentar.

Web Summit em números

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A duas semanas do maior evento de tecnologia, pela primeira vez em Portugal, vou partilhar convosco a minha preparação para o evento.


 


Para além de me alinhar com quem vai comigo ao evento, já enviei os pedidos de entrevista.


 


Descarreguei a App, que hoje teve o seu lançamento oficial para quem vai estar presente no evento nos formatos Web e Mobile.


 


Fiz a minha primeira lista, que explica bem a dimensão do evento e que partilho convosco:



  • 50.000 participantes

  • 7.000 CEOs

  • 15.000 empresas (cerca de 2.000 startups, 150 das quais portuguesas)

  • 1.500 investidores

  • 165 países

  • 600 oradores

  • 66 startups que vão representar Portugal

  • 20 conferências temáticas

  • 15 palcos temáticos

  • 5.000 participantes portugueses

  • Neste momento o valor dos bilhetes variam entre os 800€ e os 5.000€

  • 1.500 jornalistas

  • 2.000 voluntários

  • 1.3 milhões de euros por ano de apoio público dado ao evento


 


Acho muito interessante o Surf Summit na Ericeira, no fim de semana anterior ao evento.


 


Para mim, a cereja no topo do bolo, é o The Forum, um encontro, realizado pela primeira vez numa Web Summit, em que governantes de todo o mundo estarão junto dos CEO's das empresas líderes a debater a forma como a tecnologia está a moldar o nosso mundo.


 

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