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StartApps

Um blog de Teresa Noronha sobre Startups, Apps e empreendedorismo em português.

Também há dia do homem?

A minha filha pergunta-me sempre no dia da mulher se também há dia do homem e nesse momento sei que alguma coisa se faz de certo, para ela considerar que os direitos são iguais para todos.

Estou longe de ser uma feminista afiliada. Ainda me lembro que na primeira vez que entrei, com toda a minha turma de faculdade constituída por mim e por um grupo de rapazes, no café corei até ao pescoço… coisa que não era difícil naquela altura.

Também sei que o estatuto de mulher entre os homens me deu as suas benesses, em apoio e atenção. Tentei nunca me “usar” da situação, mas não gostava dos professores quando me olhavam de forma diferente e abusiva.

No mundo do trabalho então gostei pouco quando se tentaram aproveitar do facto de ser nova e de ser miúda para acharem que podiam colocar-me em situações constrangedoras, honestamente o que me safou foi a firmeza nos meus valores, a edução que tinha e de estas valências darem a força para confrontar as situações com a postura necessária. Se é fácil não é, se aconteceu muitas vezes, apenas duas… mas estas duas já foram demasiadas para o meu desconforto.

Hoje em dia sendo muito sincera orgulho-me de trabalhar numa empresa que é gerida por mulheres, no mundo tecnológico. Todo o paradigma mudou e sinto que mudou de forma socialmente construtiva e efetivamente sustentada, quando já havia o contexto para acontecer.

Acredito que existem todas as possibilidades, mas sinto que por vezes é descabida a luta para sentar o mesmo número de mulheres em determinadas funções, simplesmente porque não as há, pelo menos por enquanto naquele meio, naquela profissão ou função.

Tenho a sorte de ter uma filha, que acha que se há dia das mulheres também deveria haver dia dos homens e isso dá-me o orgulho de perceber que está a ser educada na igualdade e na paz do género.

 

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 Fotografia Andreia Trindade

À Conversa com #10: Ana Ventura da TeamOutloud

Com presença na consultoria nos últimos 15 anos, tornou-se empreendedora depois de desafiada pelo co-fundador da TeamOutloud  o Pedro. Considera que as mulheres fazem aquilo que querem e lhes interessa fazer de acordo com os seus gostos. Que o género também tem vantagens dentro do mundo da tecnologia e de Startups. É uma mulher que não se apresenta com fragilidades e que considera que todo o seu percurso veio desembocar no que é: uma empreendedora. Com a garra de quem tem uma vida ativa, considera que o mundo das Startups está a influenciar a vida no mundo. Ana Ventura é co-fundadora da TeamOuloud

 

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Ana, quando é que surgiu o empreendedorismo e as Sartups na tua vida?
Surgiu por desafio, quando o Pedro, co-fundador da TeamOutloud me introduziu no meio e começamos a pensar em soluções para apresentar ao mercado. A TeamOutloud é o nosso terceiro projeto e assim que entrei no mundo do empreendedorismo percebi que toda a minha carreira profissional e formativa vinha confluir a esta função. Foi como chegar a casa e perceber, é aqui!
 
 
Porquê uma solução de Hotelaria?
A TeamOutloud surge porque o Diretor de Recursos Humanos de uma cadeia de Hotéis nos desafiou a criar uma App que criasse uma comunidade entre os colaboradores do Hotel e funcionasse como rede social de partilhas, para promover a motivação destes recursos, cuja função depende muito da sazonalidade ao longo do tempo. Quando nos apercebemos que este tema não era especifico daquela cadeia, mas transversal a toda a realidade Hoteleira, decidimos apostar e no Web Summit de 2015 em Dublin testamos a nossa ideia, apresentando a mesma e recebendo o feedback por parte das pessoas que nos abordavam no stand e aí percebemos que havia potencial e começamos todo o processo, também com apoio nas nossas experiências de projetos realizados.
 
 
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O tratamento do empreendedorismo no feminino é tratado com diferença ou com naturalidade no dia a dia?
Hoje em dia fala-se muito neste tema, mas por exemplo quando eu entrei na consultoria, há mais de 15 anos, num grupo de 35 que entramos eramos três mulheres. Porquê?! Porque as outras mulheres não queriam fazer consultoria, queriam fazer outra coisa qualquer. Se não estão na política, se não estão mais noutras áreas, é porque valorizam outras coisas e muito bem. Eu acho que as mulheres fazer aquilo que querem fazer, que têm formação para fazer e que gostam. E também acho que no sentido de sobressair numa multidão, quer nas Startups quer na consultoria ser mulher é uma vantagem, porque automaticamente os olhos se viram para quem foge ao padrão.
Relativamente a diferenças nas Startups, até julgo que sinto mais diferença na idade. Embora existam algumas exceções a realidade do empreendedorismo é numa faixa etária muito jovem e sente-se mais que as coisas estão feitas para essa faixa etária que se vai encontrar.
 
 

Como é que define o seu percurso profissional?

Considero que foi um bom percurso, que foi por um lado natural e por outro que se complementa. Os passos que segui considero que foram os naturais face ao meu conhecimento e as circunstâncias do mercado. Estou onde gostaria de estar... precisamos escalar mais a nossa solução e gostaria de criar novos projetos. Ainda há muita coisa que gostaria de fazer. Ideias não nos faltam e sei que é por aqui.
 
A junção da TeamOutloud com outras Startups para uma solução de Hotelaria como é que surgiu?
Um dia houve esta ideia de juntar as várias startups de Hotelaria e apresentar as mesmas como um todo, para podermos num mesmo encontro apresentar as nossas várias soluções que são complementares. Assim surgiu a Hotel Up. É uma boa forma de unir esforços e multiplicar contactos. O consórcio tem como objetivo partilha de boas práticas em Hotelaria.
 
 

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Quais são as suas Startups e Apps de Referência?
Não sendo muito original as minhas referências são a Airbnb e a Uber. Porquê?! Porque as utilizo com frequência, porque mudaram a minha vida e porque tiveram o poder de colocar em causa os modelos de negócio instalados. Eu adoro utilizar ambas as soluções e acho que são inspiradoras para que muitas pessoas possam criar novas soluções que coloquem em causa os modelos atuais.
 
 

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Fotografia Lais Pereira

Mulheres Empreendedoras

Na página do Facebook a Web Summit surgiu ontem o pedido de indicarem mulheres empreendedoras, que estejam em Lisboa e que consideram que são de conhecer, podendo não ser da área tecnológica.

 

Desta lista saíram convites para Pequeno almoço com o Fundador da Web Summit Paddy Cosgrave.

 

Se são, se conhecem, se gostavam de ter esta oportunidade, basta clickar aqui e colocar o nome da eleita.

 

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Fotografia Andreia Trindade

 

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